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Samurais x Ninjas: Como escrevi “Canção do Corvo”

Uma antologia brasileira com samurais e ninjas? Irresistível!

O tema chamou a minha atenção, em primeiro lugar, por causa dos meus amigos da faculdade. Em finais de semestre, quando nossos cérebros já estavam tão destruídos que era impossível ter uma conversa minimamente inteligente, nós frequentemente nos engajávamos em longas discussões nonsense acerca da supremacia dos samurais, defendida pelo único rapaz da turma ou dos ninjas, defendida pelas garotas, em parte com o propósito de “trollar” o garoto (e esse espírito meio “troll” acabou sendo incorporado na protagonista do conto, é claro).

Assim que vi o tema da antologia, fiz uma pausa na minha história sobre faeries escoceses, vasculhei o baú da minha mente onde guardo ideias para futuras histórias, e encontrei uma ideia vaga sobre uma ladra da Idade Média que é contratada para roubar uma caixa de joias para um nobre. Ahá!

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Transformei a ladra em uma ninja e mudei um pouco a sua missão. Tive que construir o enredo de trás para frente, pois tudo o que eu tinha era a ideia para o final. Ele foi inspirado por uma fala do Lelouch, de Code Geass, e por um detalhe que sempre me incomodou a respeito de personagens “número um”.

Quando mudei a ambientação da Idade Média europeia para o Japão feudal, comecei a acrescentar elementos tradicionais e folclóricos quase sem perceber. Minha história precisava ter youkais e pronto. Adoro youkais. O piso rouxinol, para quem ficou curioso, existe de verdade e é superdivertido. Já a tal canção do corvo, muitos dos leitores nipo-descendentes devem perceber que é uma referência à “Nanatsu no Ko” (“As sete crianças”, ou “Os sete filhotes”), uma famosa canção infantil. Assim como os personagens, aprendi essa música com a minha mãe. Era uma das preferidas da minha infância, e me dá um soninho gostoso até hoje.

Como não se identificar com alguém que tem uma memória de infância tão parecida com a sua? A princípio, foi com essa intenção que coloquei a música na história. Eu queria que o samurai e a ninja, apesar de terem vidas muito diferentes, compartilhassem esse elemento em comum.

Aliás, em relação à protagonista… Admito que fiquei preocupada no início, achando que nós não nos daríamos bem. Mas, conforme fui escrevendo e ela foi mostrando sua verdadeira personalidade, acabei gostando bastante dela. Eu gostaria de trabalhar com ela novamente.

Espero ter convencido o meu amigo fã de samurais de que as ninjas são as melhores e que todos se divirtam lendo o conto tanto quanto eu me diverti escrevendo-o!

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0 Comentários

  1. Karen Alvares disse:

    Eu também adorei sua protagonista! <3
    E, sim, pelo menos nessa história, você me convenceu que ninjas são mais legais. Especialmente AS NINJAS. #girlpower
    Adorei seu conto, Aya! E adorei conhecê-la no Anime Friends!

    • Aya Imaeda disse:

      Que bom que gostou dela, fico feliz!!
      Também adorei te conhecer no Anime Friends, e, de quebra, ainda consegui um autógrafo seu no meu lindo exemplar de Inverso 😀

  2. Ana Lúcia Merege disse:

    Que relato bacana! Estou louca para conhecer seus personagens e andar pelo seu piso rouxinol!

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