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fevereiro 11, 2022

Prepare-se para morrer e morrer muito em Hades

Por J. M. Beraldo

Hades já não é mais um jogo tão novo, mas sempre vale como dica. Criada pela indie americana Supergiant Games, famosa pelos jogos Bastion, Transistor e Pyre, Hades é um roguelike de ação com um foco incomum em narrativa, assim como foram os jogos anteriores da desenvolvedora.

Nele você é Zagreus, filho do Deus grego do Submundo Hades, que num ímpeto típico da briga de gerações, resolve sair do mundo dos mortos e da sombra do pai para viver com os outros deuses no Monte Olimpo e saber mais sobre suas origens.

O problema é que essa jornada não será nada fácil.

É um jogo de ação, porrada e bomba, mas onde estratégia é importante. Um golpe pode mudar você e seus inimigos de posição, e aprender a usar as armas certas nas horas certas é essencial.

Prepare-se para morrer. Morrer muito. Como todos os roguelikes, cada tentativa no jogo termina com você morrendo de uma forma horrenda, e recomeçando (quase) do zero. O mapa também muda: as salas podem ser as mesmas (ou não), mas a ordem e o que você encontra em cada um será diferente.

Diferente de outros jogos do gênero, em Hades a morte é essencial para a progressão da história e do personagem. Você acumula pontos que poderá usar para desbloquear armas e habilidades, e terá a oportunidade de conversar – e melhorar sua relação – com um enorme rol de personalidades como Aquiles, Orfeu e as musas, com quem você pode formar relacionamentos ao ponto de liberar missões, ganhar itens ou até mesmo uma ajuda essencial mais pra frente no jogo. Você também terá a oportunidade de encontrar os outros deuses gregos e escolher o favor de um deles (e viver com as consequências).

Os inimigos também se lembram de você, e alguém que você derrotou antes pode voltar mais preparado, enquanto aqueles que te derrotaram zombam de você.

E o melhor é que tudo faz sentido na narrativa.

Mesmo que você consiga eventualmente chegar ao fim do jogo (uma média de 40 horas), você ainda vai querer continuar a jogar para interagir com os outros personagens e desbloquear os finais alternativos.

J. M. Beraldo é escritor e game designer. Site – jmberaldo.com

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