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Yokai Monsters: Kappa, de Richard Svensson

Yokai Monsters: Kappa, de Richard Svensson

Na Bienal em que lancei O segredo do kelpie, a Ana Lúcia comentou que estava pensando em organizar uma coletânea tendo duendes como tema, e me perguntou se eu gostaria de escrever algo sobre duendes japoneses. Foi um convite informal e ainda hipotético naquela hora, mas vindo de uma escritora que eu admiro muito, então imaginem a mistura de orgulho e pânico que senti.

Sem problemas. Eu tinha uma ideia para um conto engraçadinho sobre um homem amaldiçoado por uma criatura sobrenatural rancorosa, a qual faria com que uma nuvem de chuva o seguisse o tempo todo. Adorei essa lenda japonesa assim que a li. Se a coletânea fosse para a frente, é sobre isso que eu escreveria. Tranquilo.

Ri muito ao descobrir que a proposta da coletânea era dark fantasy. Adeus, história besta da nuvem de chuva!

Para o novo conto, resolvi trabalhar com os kappas e o conceito de vilas sobrenaturais ocultas, pois tinha acabado de ler um conto do Akutagawa Ryunosuke sobre isso. Os kappas, anfíbios devoradores de humanos, aparecem no meu primeiro conto que saiu pela Editora Draco, mas, desta vez, utilizei as versões mais sombrias das lendas como referência. Para o papel de protagonista, escolhi uma personagem que é mencionada brevemente na minha história em andamento, a qual tem início em uma vila pirata. Com esses ingredientes em mãos, comecei a escrever.

Como leitora, adoro histórias sombrias, então fiquei feliz com essa oportunidade. Porém, como escritora, tenho mais facilidade com temas leves e piadas bobas. Precisei revisar esse conto várias vezes para adequá-lo ao gênero, e as dicas da Ana ajudaram bastante a me orientar.

Espero ter ficado à altura dessa coletânea cheia de escritores incríveis, e que os leitores curtam a viagem malfadada da minha pirata japonesa. De minha parte, estou louca para ler o livro completo.

O pote de ouro está no Catarse!

O Reino Invisível sempre esteve perto de nós. Além dos círculos de pedra, no coração das florestas, em dimensões das quais nos separa uma frágil barreira, um povo muito antigo nos espreita com olhos cheios de paixão, curiosidade, sabedoria – mas também inveja e maldade. Seu universo é cruel e violento, repleto de traição, vingança e crianças roubadas. E basta um rápido olhar para os contos tradicionais para saber que os duendes não são as criaturinhas adoráveis que as versões modernas fazem parecer.

Você pode pisar num círculo de trevos ou cogumelos. Pode fiar uma meada de lã. Ou pode participar do novo projeto da Draco no Catarse. De qualquer jeito, prepare-se: uma vez que tenha entrado em seus domínios, os duendes não vão te largar, e você talvez só consiga voltar de lá daqui a muito tempo. Pelo menos o tempo que levar para ler este livro até o fim.

Clique aqui para ver a campanha no Catarse

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