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Pela Magia e Pela Arte! – Trilogia Athelgard: O Castelo das Águias

athelgard-trilogiaO lançamento de “A Fonte Âmbar”, anunciado como o livro que fecha a trilogia Athelgard, tem feito algumas pessoas me perguntarem se não escreverei mais nesse universo. Minha resposta é sempre a mesma:

— Claro que sim, ainda tenho muita história pra contar!

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Acho que isso sempre será verdade, tanto para mim quanto para Anna, a Mestra de Sagas, meu alter ego athelgardiano. O mais correto, portanto, é dizer que “O Castelo das Águias”, “A Ilha dos Ossos” e “A Fonte Âmbar” compõem a primeira trilogia ambientada em Athelgard, e que seu fio condutor é o relacionamento entre Anna e o mago Kieran de Scyllix.

— Aaaaaah, então é um romance?

A pergunta vem dos desconfiados leitores de fantasia épica que gostam da premissa, do mapa e do visual das capas, mas não querem saber de cenas açucaradas. Bom, não vou mentir: tem romance sim. Mas os livros não giram o tempo todo em torno disso. Existe uma trama política e de aventura, e o casal vai evoluindo ao longo da trilogia. E essa evolução não tem só a ver com o relacionamento. Tem a ver com maturidade, com escolhas, com atitude – no caso da Anna – e com a coragem de se confrontar com seus demônios, no caso do Kieran. E isso fica muito claro logo no início de suas narrativas.

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Vamos começar com “O Castelo das Águias”. Ele é um livro para jovens adultos – o famoso YA –, mas também o que se conhece como “romance de formação”, obra focada no desenvolvimento de um personagem que começa criança ou bastante jovem. Nesse caso, vemos Anna de Bryke deixar sua pequena vila e assumir o cargo de Mestra de Sagas numa Escola de Magia, na qual o aprendizado tem como base a Arte. Os futuros magos fazem teatro, malabarismo, aprendem música e as sagas tradicionais de Athelgard. Logo Anna percebe que o mais importante é fazê-los se orgulhar de suas próprias histórias. E ela mesma lança mão de sua bagagem cultural – mostrada na prequel da trilogia, o livro infantojuvenil “Anna e a Trilha Secreta”, de 2015 — para interpretar as coisas novas que surgem diante de seus olhos. Assim, quando Kieran lhe fala da ambiguidade da política, a resposta é cortante:

“— Acho isso incompreensível. De onde venho, o que é bom para a Casa do Lobo também é para a do Corvo e a da Lontra.” (p. 53)

O orgulho que Anna demonstra das tradições de sua tribo não impede que ela se integre à vida no Castelo, mas não deixa de causar algumas crises. Há um choque de realidade ao discutir com uma das Mestras, seguido por um desafio que retrata uma problemática bem atual:

Ia me desviar e seguir caminho, mas o esbarrão dera tempo aos marinheiros para que me alcançassem, e em poucos momentos eu estava no meio de um círculo formado pelos seis homens. E cinco deles, pelo menos, tinham planos a meu respeito.” (p. 100)

A situação é tensa, mas Anna lança mão de seus próprios recursos – quem disse que ela é apenas uma donzela em perigo? — e adquire uma nova compreensão a respeito de si mesma. Pouco depois, a trama política chega ao seu auge e Anna e Kieran se tornam um casal. De propósito, fiz isso acontecer no primeiro livro, pois achei que seria inverossímil alguém com a idade e experiência de Kieran perder tempo com questões do tipo: “Oh, eu sou um cara perigoso, tenho que me afastar ou farei mal a ela…”

(Na verdade, ele é um cara perigoso. E poderia fazer mal a Anna. Falarei disso quando estiver comentando “A Ilha dos Ossos”.)

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Se o mago sabe muito bem o que quer, Anna, por sua vez, está apaixonada demais para recuar – o que é normal quando se tem apenas dezenove anos – mas não tão cega a ponto de não perceber os defeitos de seu futuro marido. Ela deixa claro que vai usar toda a sua habilidade diplomática para driblar não apenas os problemas que possa ter com Kieran, mas também outras situações de confronto que venham a surgir pelo caminho. A começar por sua avó, Kyara, anciã de uma tribo élfica, embora esta se pronuncie de acordo com a mais importante das mensagens do livro:

“Bem, se é assim, fico feliz por você, Anna. Sabe que não a criei para ficar presa a mim.”(p.189)

Assim, Anna cresce bastante ao longo das 200 páginas de “O Castelo das Águias”. Mas ela está consciente de que os desafios apenas começaram. Com seu arsenal, que inclui um arco e flechas, mas principalmente conhecimento e o dom da palavra – além de um pronunciado talento teatral – ela seguirá lutando pelo que quer, muitas vezes com o apoio de Kieran, mas, em algumas situações, tendo justamente a ele como antagonista.

E as causas disso começam a ser conhecidas em “A Ilha dos Ossos”, onde a narrativa da Mestra de Sagas adolescente dá lugar às palavras de um mago sombrio, conhecido por seus alunos como “Carrasco” e que reluta em contar sua própria história.

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