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A Aventura Continua – Trilogia Athelgard: A Ilha dos Ossos

athelgard-trilogia“O Castelo das Águias” é um livro narrado por uma personagem feminina, recém-saída da adolescência, simpática e tolerante. Ele é bem mais próximo das sagas de fantasia para jovens adultos do que os dois livros seguintes, razão pela qual muitos leitores de “A Ilha dos Ossos” relatam ter sofrido um choque já nas primeiras páginas. Felizmente, as consequências são positivas: o segundo livro da trilogia é mais trabalhado e mostra uma Athelgard diferente, mais sombria e selvagem, ao gosto dos leitores de fantasia épica tradicional.

(Ainda assim, é o livro em que menos aparecem elfos e meio-elfos. E nenhum anão. Sinto muito, mas em Athelgard não tem anões, à exceção dos humanos com nanismo.)

O Castelo das Águias, romance de Ana Lúcia MeregeCompre em nosso site:

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Enquanto “O Castelo das Águias” é um romance de formação, com foco no desenvolvimento da adolescente Anna, “A Ilha dos Ossos” acompanha a jornada de um mago, o ex-Mestre das Águias do exército, Kieran de Scyllix. Kieran é um homem carrancudo e misterioso que, desde o início, deixa claro não apenas ter feito coisas questionáveis no passado como também ainda pender para o lado negro em certas situações.

“Anna me impedira de matá-lo, mas eu o obrigara a consertar o mal que havia causado, o que drenara todo o seu poder (…). Minha amada nunca saberia o quanto, na verdade, eu tinha sido cruel.” (p. 26)

Kieran tenta controlar os passos de Anna, o que lhe parece normal dentro da cultura dos humanos de Athelgard: uma vez que é seu marido, cabe a ele dizer onde ela deve ir ou não. A Mestra de Sagas, porém, faz valer sua vontade, levando Kieran a um juramento que ele muito irá lamentar ao longo de sua jornada.

A viagem que o mago empreende na primeira metade de “A Ilha dos Ossos” tem pontos em comum com as “quests” das sagas de fantasia épica. Ele tem objetos que o ajudam, dados por seus amigos ao deixar o Castelo das Águias; depara-se com obstáculos, inimigos, visita um castelo sinistro e encontra até mesmo uma criatura monstruosa numa masmorra, cuja origem foi contada em outra ocasião. Também tem companheiros de viagem, embora um grupo vá sendo substituído por outro à medida que ele segue em frente. E, ao longo do caminho, algumas coisas acontecem para fazê-lo se lembrar de seu passado, embora raramente o mencione de forma explícita: ele apenas deixa pistas sugerindo que sofreu um bocado, que fez coisas das quais não se orgulha e que o relacionamento com Anna é uma forma de atingir o equilíbrio.

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“Quanto a mim, fitava o horizonte, antecipando a rota que devia seguir a fim de encontrar Anna. Porque era ela que me fazia desejar ser bom, mais do que apenas justo. (p. 157)”

O reencontro com sua amada mostra que o mago passou por algumas mudanças, motivadas pelo que viu ao longo da jornada. Não se pode dizer que ele se tornou um cara legal, mas demonstra empatia diante do sofrimento, e até uma certa afeição em relação aos gêmeos, que disputam com o andarilho Stávro o posto de personagem secundário mais querido do livro. Anna, por sua vez, cujas disposições conciliadoras a fizeram ser acusada de passividade por alguns leitores de “O Castelo das Águias”, teve sua atuação aplaudida por todos os leitores do segundo livro, especialmente no momento em que se confronta com seu maior antagonista.

A jornada de Kieran não se encerra na Ilha dos Ossos. Ainda há muito chão a percorrer (mar, em boa parte do tempo), lugares e pessoas a visitar e um grande exercício de tolerância, tanto em relação aos outros quanto a si mesmo, para chegar ao equilíbrio que tanto deseja. E isso passa por uma reinvenção do seu próprio Dom, quando Kieran é desafiado a deixar de lado seu ceticismo.

“São outros caminhos. Mas você pode aprendê-los, porque não é um mago qualquer. Só precisa tentar” (p. 294)

Assim, o Mestre de Magia do Pensamento se torna de novo aprendiz, ao menos por algum tempo, e envereda nos mistérios da Alma. E isso terá consequências decisivas no desenrolar de sua história.

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