Super-Heróis: Um bate-papo com Luiz Felipe Vasques, autor de “O Grande Golias”
novembro 4, 2013
Super-Heróis: Um bate-papo com Gian Danton, autor de “Sete horas”
novembro 6, 2013

Super-Heróis: Um bate-papo com Inês Montenegro, autora de “Pela Terceira Idade”

O heroísmo era, afinal, uma atitude.

CROPpela tereira idade

O que você curte nos super-heróis?

Anos atrás, e a resposta seria de cara: os poderes, que eu ficava (fico) a sonhar também ter. Mas agora gosto muito mais das construções psicológicas em torno dos super-heróis. O que os faz agir como agem, por que usar o que têm para o bem comum e não apenas para proveito próprio, qual foi o momento de virada ou a sequência de pequenas coisas na vida que os levou a isso? No fundo, o que mais gosto é o que os identifica mais como seres humanos do que como super-humanos.

Embora o poder de voar ou teletransporte continue a ser das coisas que me causa mais inveja. Daria tanto jeito.

Como foi  escrever para uma coletânea sobre super-heróis, mas tendo essa questão da identificação luso-brasileira?

Um herói português, vivendo na época em que situei o meu, não poderia ter o mesmo contexto e características relativamente comuns aos super-heróis a que os EUA nos habituaram, nem o conto teria grande coisa que o destacasse se assim fosse. Embora agora que penso nisso teria sido interessante explorar o modo como a PIDE ou a DOI-CODIs reagiriam a um super-herói dentro desses moldes…

Voltando à questão, não achei uma tarefa difícil, bastou-me imaginar o que seria o percurso natural de um português, cujo passatempo fosse, por acaso, salvar uma pessoa aqui e ali, não tendo o espírito altruísta de sacrificar tudo e todos pelo bem comum (ironicamente uma das divisas do Estado da época). Mas até me lembrar de pegar num prisma simples como este, ainda demorei bastante.

Das ideias que você poderia ter, por que o Diogo Salgueiro?

Eu tive várias ideias, brinquei com todas elas, comecei a maioria, mas não fui capaz de levar nenhuma a bom termo. Na tarde anterior ao prazo para o envio do conto, fechei-me na biblioteca decidindo que esta, uma das ideias iniciais, seria a minha aposta: um super-herói afetado pela velhice. Todo o resto, a história pessoal do Diogo, a sua personalidade, as pessoas, umas mais mencionadas que outras, que se tornaram importantes no seu percurso foram nascendo à medida que ia escrevendo. Os ajustamentos e correções foram feitos depois, na revisão que ainda consegui fazer.

Afinal, apesar de todas as tentativas anteriores, acabei por ter de fazer tudo numa tarde, ou não conseguiria enviar o conto a tempo. Agora, o porquê desta ideia em específico de entre todas? Porque é uma perspectiva que não vejo muito por aí, que tem uma atualidade medonha e que por mais tempo me ficou a ruminar no cérebro.

Interessou-se pela coletânea Super-Heróis? Acesse: editoradraco.com/2013/10/18/super-herois/ e garanta o seu exemplar!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *