Meu Amor é um Sobrevivente: Escrevendo “Futuro do Pretérito”, Patrícia Loupee
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Quadrinhos da Editora Draco invadem o FIQ
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Meu Amor é um Sobrevivente: Escrevendo “Dias de Sombra”, Bruna Louzada

– Desculpe interromper, senhor – Natanael começou, inseguro. Ele esperou uma autorização para continuar. – Eles são os últimos.

 

Meu pai lançou um olhar apavorado para nós. – E minha esposa? – perguntou.

 

Nate balançou a cabeça, negativamente, fazendo com que papai se voltasse para minha irmã com a voz mais dura que já ouvi.

 

– Satisfeita? Se não estivesse aqui discutindo ordens comigo, sua mãe… – ele se interrompeu, passando a mão pelo rosto. – Não vou tolerar insubordinações da minha própria filha. Faça seu trabalho, Marjorie.

 

Levar as crianças para um lugar seguro. Esse era o trabalho designado a ela. Marjorie devia ter se juntado a Natanael na tarefa de buscar todas as crianças da base meia hora antes de Ivan e eu sermos encontrados.

 

Com os olhos marejados, provavelmente se culpando pela morte de nossa mãe, ela prometeu que nos protegeria e nos tirou da sala. Ela e Natanael nos escoltaram até o carro de fuga. Mais vinte e quatro crianças nos esperavam.

Resident-Evil

Tive meu primeiro contato com Resident Evil por volta dos 12 anos, quando acompanhei a saga de um mês (utilizando um detonado em revista) do meu primo para finalizar o primeiro jogo da série, seguida, na madrugada em que o objetivo foi cumprido, de mais uma rápida jogada de meia hora para que eu conhecesse o terceiro jogo da série. Essa pequena aventura culminou em duas consequências na minha vida: não consegui dormir sozinha naquela noite e me encantei com todo o cenário e personagens do jogo.

Criança imaginativa como eu era, não demorou até que eu criasse meu próprio mundo no jogo, com personagens da minha idade, aparentados dos personagens principais da série. Posso afirmar com segurança que essa foi a primeira história que criei, embora na época eu não tivesse a maturidade necessária para transcrevê-la. Os anos se passaram, ganhei mais experiência com a literatura e comecei a dar meus primeiros passos na escrita. Cheguei a tentar escrever sobre o assunto, mas nunca consegui terminar a história.

Quando descobri o tema dessa antologia da Draco, não tive dúvidas sobre qual ideia utilizar. Era a oportunidade que eu precisava para deixar registrado ao menos uma fração de algo que carregava comigo há mais de dez anos. Assim, o primeiro passo foi escolher os personagens principais e qual história eu contaria. As características psicológicas de todos permaneceram as mesmas de quando eu os conheci – porque hoje suas personalidades são tão marcantes que é quase como se eles tivessem se apresentado a mim que, humildemente, transcrevi suas emoções –, apenas adaptei seus nomes porque queria algo mais próximo do cotidiano brasileiro.

A ambientação foi o mais difícil de lidar. Com tanto material sobre esse gênero, precisei gastar alguns dias pensando nos detalhes do dia a dia daquela comunidade, tomando o cuidado para homenagear e, ao mesmo tempo, não ferir textos dos meus autores favoritos.

Meu Amor é um Sobrevivente, editora draco

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