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Ligando o motor da Máquina do Mundo, de José Roberto Vieira

Empreendia uma jornada entre a capa e a obra…

…e no meio do caminho tinha um prefácio!

Por Bruno Accioly

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Não sei em quanto você os odeiam, mas estes preâmbulos malditos são, essencialmente, críticas que, no mais das vezes, adulam o autor enquanto vendem ao leitor um livro que ele fatalmente já comprou. Então que tal fazermos diferente?

Em minha jornada literária pelo gênero, desde a fundação do Conselho SteamPunk, tive a grata surpresa de encontrar pelo mundo farta modalidade de tipos, estilos e naturezas dentro da literatura SteamPunk. Desde o glamour do SteamPunk Nostálgico até a severidade do SteamPunk Distópico identificamos sobretudo que o SteamPunk é ficção científica do Século XIX produzida nos dias de hoje e que, no entanto, esta definição – como quase toda definição – é frágil diante da nefasta criatividade de autores insensíveis a nossa necessidade de rotular e lavrar em pedra os conceitos acerca do mundo e das coisas.

Há autores cujo produto da criatividade não pode ser facilmente categorizado, classificado e catalogado por se tratar de algo tão fundamentalmente fabuloso, extravagante e fantástico que passa a ganhar uma natureza fugidia e, se me permitem o excesso intencional de sinônimos: quimérica.

SteamPunk Quimérico é como denomino obras tão profusas em signos multi-culturais e sem compromisso direto com a cronologia formal, guardando mais cumplicidade isto sim com o ludismo e com a necessidade do leitor em se divertir com o que está lendo.

Despido das amarras da história e imerso em um ambiente tão firmemente alicerçado no anacronismo e na liberdade criativa, “O Baronato de Shoah”, já desde “A Canção do Silêncio“, nos fazia peregrinar por um universo original, minucioso e extraordinário.

Em “A Máquina do Mundo“, o autor eleva ainda mais as expectativas do leitor já nos primeiros capítulos, capturando o ethos do primeiro volume, mas dando ao universo de  “O Baronato de Shoah” uma dimensão assaz extraordinária.

Através de uma sequência majestosa de cenas, o autor revisita personagens memoráveis em circunstâncias limite que servem de sustentáculo para uma narrativa envolvente e cheia de ação e drama.

Seja em espetáculos narrativos épicos como o da tentativa dos bnei shoah em extinguir um incêndio descomunal a bordo de um aeronavio e salvar centenas de ggoyim; ou na profundidade dramatúrgica da epifania de Kadriatus, ao sentir, levando a mão ao peito, a última engrenagem de seu grifo por baixo das vestes; é através do fascínio, pelo vasto universo que o autor descortina diante do leitor, que se constrói a cumplicidade lúdica tão própria da literatura fantástica de José Roberto Vieira.

José Roberto Vieira, neste novo volume, se consagra definitivamente como um exímio Construtor de Mundos, um arquiteto de universos ficcionais cuja habilidade em conceber, concatenar e encadear arcos de estória complexos e singulares justifica não só o regresso do leitor aos domínios fabulosos por ele engendrados, mas até mesmo a leitura de mais um preâmbulo maldito que acaba mais servindo de obstáculo entre o leitor e a obra do que algo que uma estória tão monumental realmente precise para que se justifique sua leitura.

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