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Como escrevi “Era Uma Vez no Oeste Bizarro” – Coletânea Magos, por Marcelo A. Galvão

Zane Moore achava que a sorte lhe abandonara depois de tudo que aconteceu de ruim nos últimos meses. Mas ela parecia ter voltado ainda pela manhã, quando o jovem repórter chegou naquela cidadezinha poeirenta ao norte do Texas.

 

 

Agora Moore sorria feliz ao se deparar com a mulher de pele escura que deixava a delegacia, armada com um par de revólveres, um rifle e uma faca de caça. O repórter não tinha dúvida: aquela jovem, dona de um apelido peculiar, era Cornelia Legris, uma das mais conhecidas caçadoras de recompensa ao oeste do Mississipi.

 

 

E que acabara de recolher seu prêmio ao trazer quatro bandidos ao xerife da pequena Kastensmidt — na realidade, apenas suas cabeças, separadas dos corpos pela lâmina afiada da faca de caça.

Weird west é o nome dado à mistura de faroeste com ficção fantástica, abrindo possibilidades de contar boas histórias ambientadas no oeste dos Estados Unidos do século XIX ao acrescentar fantasia e sobrenatural. É um gênero pelo qual tenho um carinho especial, tanto que em várias oportunidades já escrevi histórias nele: é o caso de Traga-me o escalpo de Jesús Christopherson, e-book publicado pela Draco na coleção Contos do Dragão.

Mas quando fui convidado pela amiga Ana Lúcia Merege para participar da coletânea, não pensei em mandar um weird west. Na época, eu estava envolvido na criação de um detetive que investigaria casos sobrenaturais, uma espécie de mago urbano. Comecei a anotar as ideias para um primeiro rascunho, mas, semanas depois do convite, tive um sério problema de saúde que me fez tirar umas férias forçadas.

Durante a recuperação, aproveitei para colocar minha leitura em dia. Na área dos quadrinhos, fiquei fascinado por Escalpo, história escrita por Jason Aaron e desenhada por R. M. Guéra, com uma trama não-linear que mistura faroeste nos tempos modernos com noir (outro gênero do qual sou também fã). Quase simultaneamente, me deparei com um artigo na internet sobre a “terra de ninguém” que existiu no meio dos Estados Unidos, um território sem lei que abrigou criminosos durante várias décadas do século XIX.

Com isso em mente, comecei aos poucos a desenvolver ideias para a trama (incluindo uma estrutura cronológica, já que a história seria contada em duas linhas de tempo diferentes), e a personagem, que desde o primeiro momento foi pensada como uma caçadora de recompensas (já temos muitos homens nesse arquétipo do gênero).

E foi assim que surgiu Cornelia “Medusa Negra” Legris, uma mulher que usa magia para capturar criminosos nesse Velho Oeste bizarro e perigoso.

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