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Max Andrade o mangaká brasileiro publicado no Japão

JAPAN2017 (4)Não canso de repetir, mangás são quadrinhos! Porém, existe todo um estilo de produção que configura no jeito japonês de construir a narrativa de quadrinhos. Não estamos falando apenas da leitura de “trás pra frente” dos orientais, mas de toda uma filosofia na hora de contar uma história usando desenhos e textos.

Um dos grandes representantes desse estilo é o mineiro Max Andrade, que ganhou notoriedade com sua série de mangás independentes Tools Challenge. Desde então, ele vem conquistando boas posições no concurso japonês Silent Manga Awards e até mesmo foi convidado para visitar o país e compor parte da equipe da editora. Além de muitas histórias em one shots e coletâneas, a série de Max passou a ser parte da linha de mangás da Draco.

Por sermos grandes admiradores desse talento do mangá, decidimos bater um papo e entender melhor como é realizar seus sonhos e se tornar um herói shonen da vida real. Saca só o bate e volta:

JAPAN2017 (5)1 – Qual foi a coisa mais importante que aprendeu com quadrinistas japoneses que são referência no mercado deles e no mundo?

De certa forma, a mentalidade deles é tão brutalmente diferente da nossa que é difícil se transportar pra forma de pensamento nipônica.

Acho que o que mais mudou foi a minha motivação e comprometimento, que é uma marca muito forte deles. A forma de apresentar, desenvolver e produzir projetos é totalmente diferente. O autor é acompanhado pelo editor desde o começo, menos na parte do desenho. Aqui no Brasil a editoração praticamente não existe na parte de criação da obra – a Draco é uma exceção, e mesmo assim, o processo é outro.

2 – O que é fazer quadrinhos para você em um mercado como o brasileiro?

Mais do que tudo é amar o que faz. O mercado nacional tem dado passos largos, mas ainda está longe de ser como queremos. Acho que dá pra contar nos dedos de uma mão os autores que fazem e vivem de trabalho AUTORAL – entendendo autoral como criação exclusiva do autor, e não como obras alternativas. Não estou dizendo que é ruim trabalhar com personagens de terceiros, produzir obras pra MSP, Marvel, DC, e etc. Inclusive eu sou doido pra fazer (hahaha). Mas com certeza é mais prazeroso produzir seu próprio universo.

Por isso praticamente todo quadrinista nacional ama o que faz, senão não o faria. Estou completando 10 anos de quadrinhos, e o que me move não é o dinheiro (mas quero, hahaha).

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3 – Diga como você via Tools Challenge antes de ir ao Japão e como o vê agora. E o que os novos leitores poderão esperar dessa série que é o espírito do shonen?

Quando eu fui pela primeira vez, absorvi algumas coisas e tentei colocar no Tools Challenge 3. Agora, tivemos algumas aulas mais direcionadas e estou começando a produzir o primeiro one-shot pra eles. Como o TC vem me acompanhando desde 2013, muita coisa na minha mentalidade mudou várias vezes durante a produção, mas acredito que exatamente por ser uma obra com o espírito “shonen” a essência permanece a mesma. O que muda – pra melhor, espero – são os artifícios e ferramentas que tenho pra alcançar melhor os leitores.

Espero que a série só melhore até o final e os leitores acompanhem até o final e terminem a obra com um sorriso no rosto =)

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4- Muitos autores brasileiros têm se destacado no concurso Silent Mangá Audition. Como você explica esse fenômeno?

Acredito que a vitória do Ichirou (maior prêmio 2x seguidas nos Rounds 02 e 03) foi o que motivou outros brasileiros a participar.

Após algum tempo, um grupo de apoio pra autores interessados no concurso foi criado no Facebook e lá ajudamos uns aos outros pra alcançarmos melhores resultados. Acredito que teremos cada vez mais brasileiros nas turmas seguintes.

Além disso, é uma prova de que a produção de mangá no Brasil tem MUITA qualidade. E quando é ignorada, não é por falta dela, e sim por fatores mais complexos de segmentação de mercado e preconceito.

5- Quais são suas principais referências na hora de escrever e desenhar uma HQ?

Sempre costumo dizer que é a própria vivência, experiência pessoal, família, amigos e conhecidos, além claro das músicas, livros, filmes e quadrinhos que consumo. O livro que mais mudou a minha forma de produzir foi o “Desvendando Quadrinhos” do Scott McCloud e minhas maiores referências pra narrativa são Akira Toriyama, Mitsuru Adachi, Masanori Morita e Yoshihiro Togashi.

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6- Indique 6 mangás brasileiros imperdíveis!

Sem demagogia, a Draco tem feito um trabalho excelente e é líder em qualidade de mangás nacionais pra mim. Tem muita coisa sendo produzida, e várias obras boas de autores diversos. Vou tentar citar os que mais gosto e recomendo quem se interessar procurar outros trabalhos dos autores. Minha lista (sem trabalhos meus) seria:

1º Quack, do Kaji Pato

2º Father’s Gift, do Ichirou

3º Starmind, do Ricardo Tokumoto e Daniel Bretas

4º Helena, do Studio Seasons

5º Egoman, do Rafa Santos

6º Ledd, do JM Trevisan e Lobo Borges

Vale muito a leitura! No caso do Rafa Santos (em parceria com o Wagner Elias), do Ichirou e do Studio Seasons, pode pegar qualquer obra que é qualidade garantida! O Quadrinhos A2 entraria na lista, mas apesar de ser muito mangá, não costuma ser definido como mangá.

Ficou curioso para conhecer o trabalho do Max? Conheça então Tools Challenge, que já tem três volumes e agora é parte do catálogo do dragão.
JAPAN2017 (6)

Raphael Fernandes
Raphael Fernandes
é o editor de quadrinhos da Draco.

1 Comment

  1. Elton carlos alomba disse:

    Olá pessoal brasileiro no Japão gostaria muito ir pro Japão tem alguma
    pessoa qui pode ni ajuda eu vo sozinho quero pra ficar aquem tem quatro pra aluga to querendo ir abril. favor ni mada responder ??

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