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Vejo um mar em tormenta. Vejo areias manchadas de vermelho. Vejo fogo e um dragão em chamas. Vejo quem não devia morrer ser trespassado pela cruz enquanto o Sol se põe, enquanto um novo grito de guerra é ouvido.

A guerra sempre vai causar dor e perdas, mesmo entre os vencedores. E foi isso que eu quis retratar nesse conto que faz parte da coletânea Medieval – Contos de uma era fantástica, organizada pela escritora Ana Lúcia Merege e por mim.

Os vikings – como conhecemos hoje os guerreiros e exploradores escandinavos – não eram apenas bárbaros como muitos imaginam: eram habilidosos construtores de barcos, comerciantes e tinham uma cultura e mitologia bem ricas. E foi sobre eles que decidi escrever assim que pensamos nessa coletânea.

O sobrenatural

Quem foi muito cruel em vida não permanece muito tempo no túmulo, volta para atormentar as pessoas, os entes queridos e os inimigos, afoito por riquezas e sangue. A sua malícia só cresce, assim como o seu tamanho, podendo ser muito maior do que fora quando caminhava junto aos homens.

Assim como a maioria dos povos, os escandinavos acreditavam em muitos seres fantásticos: de monstros marinhos a desmortos. E, claro, em rituais que visavam agradar aos deuses e trazer boa sorte.

Tudo isso serviu como combustível para inflamar esse conto, para ir além da batalha, da luta– não se preocupe, também tem bastante sangue, carnes dilaceradas e escudos partidos em Sacrifício!

Dragões vindos do mar

A guerra estava arraigada no espírito dos homens do Norte. Eles sorriam durante as batalhas e também nos grandes salões enquanto se embriagavam para festejar as vitórias – ou para esquecer as derrotas. Não temiam a morte: sabiam que encontrariam seus antepassados no Valhalla. Tombar em batalha era a maior das honras e possibilitaria estar junto aos deuses no outro mundo.

E cantando sobre heróis e lendas eles chegaram à Inglaterra, prontos para saquear e encher os barcos com ouro. Mas para isso, era preciso untar a terra com sangue. Era preciso haver o sacrifício.

Levante seu escudo, empunhe a sua lança e venha comigo para a batalha. Por Odin e por uma boa morte!

Gostou desse conto? Ele é parte integrante da coletânea Medieval: Contos de uma Era Fantástica

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