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Livro da Draco chega ao mundo acadêmico

Flor do Estrume, de Antonio Luiz M. C. Costa, vira tema de artigo acadêmico, que a autora Caroline Libar disponibilizou gentilmente para o download aos leitores desse blog. Conversamos com ela a respeito do seu processo nesse trabalho e estamos muito felizes de ter material da Draco citado em textos científicos.

Conto de Antonio Luiz M. C. Costa, autor de Crônicas de Atlântida – O tabuleiro dos deuses, e editor de política internacional da Carta Capital. Um famoso personagem da literatura brasileira sobrevive à sua pneumonia, torna-se um empresário do setor farmacêutico e recebe de pesquisadores de Piratininga – uma São Paulo alternativa cuja cultura continua em grande parte tupiniquim – uma proposta irrecusável que fará avançar muito a medicina de seu tempo, mas o obrigará a enfrentar certas dificuldades.

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Draco: Qual a principal diferença entre a literatura e movimento steampunk BR e o estrangeiro, em sua opinião?

Caroline: Seria errado e prepotente da minha parte defender como verdade absoluta que há uma diferença principal, mas considero que a forma como os brasileiros e os estrangeiros abordam a literatura e o movimento é o que mais se destaca para mim.

Vejo nas produções nacionais mais vivacidade, humor, críticas culturais e sociais, e também certa malícia, desde os steamplayers até as obras literárias e quadrinhos, em comparação ao estrangeiro, mesmo quando esse serve de inspiração. Obras como “Steampunk”, “Vaporpunk“, “Steampink”, “Deus Ex Machina”, “Brasiliana Steampunk”, “Domingo, Sangrento Domingo”, etc., e eventos como a Steamcon Paranapiacaba, encontros steampunk, piqueniques revivalistas e afins são alguns exemplos práticos de como o steampunk brasileiro tem um tempero todo especial que o distingue do resto do mundo.

Draco: Em uma época com tantos estímulos e mídias, como você enxerga o papel da literatura fantástica.

Caroline: Tenho para mim que a literatura fantástica é o porto seguro, um espaço onde a imaginação é acolhida para respirar e ser livre, encontrando outros meios de confrontar situações que, sem as cores da fantasia, se mostram mais problemáticas do que são na realidade.

Biografia da autora

Caroline Libar, paulista, graduada em Letras, nascida em 1991, começou a ler aos seis anos e desde então se tornou dependente literária. Escreve desde os oito e tem um gosto particular pelo sobrenatural, principalmente pela figura da morte, mas também gosta de reinventar o cotidiano, onde momentos comuns ganham outras perspectivas. Possui contos publicados e organizou a antologia S.O.S A Maldição do Titanic com Tatiana Ruiz.

Baixe aqui o artigo: Retrofuturismo à brasileira: a autonomia do steampunk enquanto gênero literário

 

1 Comment

  1. Ana Lúcia Merege disse:

    Que legal!!!

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