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O Baronato de Shoah – Galeria de Personagens – Parte final

Criar um personagem é mais do que dar a ele aparência, é torna-lo parte de sua história, coloca-lo no mundo que você criou e vê-lo como um indivíduo com sonhos, medos e desejos.

Escrever os personagens de O Baronato de Shoah foi uma tarefa interessante, por que eu usei um processo simples, mas divertido de conceituação: todos os personagens são inspirados em amigos, familiares ou figuras literárias.

Quer um exemplo? Os heterônimos de Fernando Pessoa estão todos no livro: Bernard Firth (Bernardo Soares), Alberto Caieiro (Albert Barrow) e Ferdinand Leikís (o próprio Fernando), desde modo eles fazem, também, referência ao poema “Quinto Império” de Fernando Pessoa. Edgar Crow é uma clara referência a Edgar Allan Poe e seu poema mais famoso, “O Corvo”, Kadriatus tem o sobrenome do livro steampunk de Kim Newman, Drachenfels (Kim é autor do romance steampunk Anno Dracula, também). O Baronato de Shoah sempre foi pensado deste modo, como uma colcha de referencias a outros romances, que fortalecessem seu significado.

Ao conversar com o ilustrador dos personagens, Victor Negreiro, a minha ideia principal era de dar a eles traços que lembrassem livros de fantasia, mas também trouxessem a ambientação steampunk que o livro exige. Espadas, magia, engrenagens e estética vitoriana seriam a nossa base criativa, da mesma forma que referências à cultura pop, heavy metal e videogames.

Ao mesmo tempo, os personagens deveriam ser referências a cada uma das esferas que representavam na Kabalah, tendo como principal atributo aquilo que melhor os representaria: honra, coragem, realeza, fé, união, desejo, combate. Sendo assim, era preciso pesquisar mais a fundo a Kabalah judaica e seus correlatos (como a Kabalah Hermética e até mesmo a Qliphoth). Em um primeiro momento, apesar de citar as raças mágicas que habitam o mundo de Nordara, não foi a minha intenção introduzi-las rapidamente nos livros, principalmente por que eu não queria uma aventura de “elfos e magos”, mas um conflito político que originaria o cenário para futuros livros.

Em sua concepção O Baronato de Shoah era um romance de origem. Seu mundo deveria estar, sempre, em movimento e mudança e cada livro deveria ser responsável por um período fechado da história de Nordara. O que aconteceu, através dos três romances que o compõe (A Canção do Silêncio, A Máquina do Mundo, O Emissário do Norte) é que o mundo se tornou vivo e muito maior do que eu esperava, cada romance teve de ser reescrito e readaptado, além de ter seus personagens alterados para fazerem parte deste novo mundo. Trabalhando em conjunto com os contos, o universo de Nordara se expande ainda mais. Os contos de Nordara fazem parte dos Contos do Dragão e podem ser encontrados AQUI.

A perspectiva de uma trilogia de origem amplifica o significado dos personagens, uma vez que é possível trabalhar com alterações físicas e psicológicas de cada um por mais tempo. Eles não precisam terminar a primeira trilogia “felizes para sempre” ou com todos seus problemas resolvidos, eles podem deixar de realizar certas ações, colocar de lado certos desejos e procurar soluções para suas vidas em livros vindouros. O principal problema de O Baronato de Shoah é resolver os problemas da União e dos Titãs. O que vier depois disso faz parte de seu crescimento pessoal, de novos romances ou sagas (mais ou menos como acontece nas Crônicas de Dragonlance ou na série Tempos de Sangue, da Editora Draco).

Com a aproximação do fim da trilogia O Baronato de Shoah era preciso começar  a pensar no futuro dos personagens, se algum deles não terminaria a saga, se alguém trairia o grupo ou se eles continuariam todos juntos. Para entender, claro, você vai precisar ler os livros e acompanhar a jornada de cada um deles até O Emissário do Norte.

O mais importante e que eu sempre mantive em mente era o seguinte: eu trabalharia com estes personagens mais tarde?

A resposta sempre foi “sim”, de um jeito ou de outro, a Canção do Silêncio deixaria sua marca em Nordara e apareceria nos romances posteriores, fosse como uma lenda distante, fosse como coadjuvantes ou em romances próprios.

Por fim, mas não menos importante, vale  ressaltar um dos primeiros personagens criados para a saga, Dante Wadencliff (sua ficha está logo abaixo), que é um poço de referências literárias e científicas. Foi ele quem me deu a ideia de transformar cada personagem em muito mais do que os olhos poderiam ver.

Dante Wadencliff

Dante

Nome: Dante Wadencliff
Local de Nascimento: Velha Roldana
Data de Nascimento: / / D.M (Depois do Messias)
Altura: 1.80m
Peso: 85kg
Olhos: mel
Cabelos: castanhos, dreadlocks.
Tipo Sanguíneo: a+
Passatempo: beber
Comida Favorita: vinho, licor, rum. Álcool.
Esporte Favorito: esgrima.
O que mais valoriza:  Beatrix
O que mais odeia: traições
Estilo de Luta: desconhecido, Dante mistura diversas técnicas de luta de rua com estilos militares e “o que mais funcionar na hora do aperto”.

Histórico

Dante Wadencliff é o capitão do aeronavio da Canção do Silêncio, ele trabalha com a família Hadjakkis há anos, sendo indicado por sua prima Vaz Wandencliff quando ainda estava em treinamento.

Dante é inteligente, estrategista e leal, conhece o submundo de Nordara como poucos e as bebidas do mundo como um especialista. Suas habilidades mecânicas rivalizam com os da’ath e, apesar de seu aeronavio ser um modelo antigo e ultrapassado, Dante cuida dele com carinho e ciúmes.

Na verdade, a única coisa que Dante ama mais que o aeronavio, é sua esposa Beatrix Wadencliff.

Curiosidade

O nome Dante, obviamente, é uma referência ao escritor Dante Alighieri, autor do livro “ A Divina Comédia”, assim como de sua amada, Beatrix.

Na versão original as espadas “ímpeto e tempestade” pertenciam a ele, não a Diren. Mas eu quis entrega-las a Diren por uma questão histórica: Diren estaria mais ligado aos elementos da natureza e a seu lado selvagem do que Dante (na época pareceu uma boa resposta…).

Wadencliff, na verdade, era para ser Wardenclyffe, a “Torre de Tesla”. A torre, construída por Nikolai Tesla em Shoreham, deveria enviar mensagens via wireless pelo menos uns cem anos antes da criação da internet (isso se eu entendi certo o conceito, me corrijam se eu estiver errado). Eu acabei trocando os nomes por erro mesmo, não por vontade própria. Quando percebi, já era tarde demais para arrumar (tipo, no dia do lançamento do livro… malz ae galêre). De qualquer forma, Wadencliff é um belo nome, não acham?).

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