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Samurais x Ninjas: Como escrevi “Três testes”

O monstro avançou, mas Akio foi mais rápido, barrando seu golpe, que causou um estrondo e fez a terra tremer. A força de Makojinji era formidável. As lâminas se batiam ruidosamente, soltando faíscas. A espada gigante se acendeu em chamas alaranjadas e azuis. O samurai começou a temer que o combate pudesse machucar mais alguém e foi dirigindo seu oponente para a periferia da aldeia; ele também estava apreensivo porque, após algum tempo, a ferocidade dos ataques acabaria por exauri-lo, enquanto que o mostro não devia se cansar, já que estava morto.

O universo ficcional japonês sempre me fascinou em praticamente todas as suas vertentes. Sou fã de Kurosawa, assisto animes de fantasia, épicos, mechas, super sentai, o que tiver. Gosto principalmente de tragédia e horror combinados com criaturas do seu riquíssimo folclore. O tema específico dos samurais me chama muita atenção: a honra mais importante do que a própria vida ou o amor, o manejo magistral da katana, o código de conduta cordial e atitude respeitosa, são elementos ficcionais muito valiosos.

Quantas histórias conhecemos de samurais que entregaram a própria vida por uma causa perdida, apenas porque cumpriam ordens cegamente? Quantos cometeram suicídio para não desonrarem suas famílias? E os lendários casos de amor proibido, que deixariam Shakespeare e os cronistas arturianos vermelhos de inveja diante de tanta delicadeza, ternura e honra condenadas a um final trágico? E quando o nobre guerreiro se vê diante da escolha pelo caminho mais valoroso e pode ter que abandonar tudo em que acreditava para continuar sua trilha, mesmo que isso signifique se tornar ronin?

Samurai X, Xogum, Ran, 47 Ronins, Afro Samurai, Samurai Jack… a lista é interminável. A honra de um samurai pode ser uma arma poderosa contra ele mesmo e essa foi a premissa da qual parti para meu conto.

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Quando a Draco abriu essa oportunidade, fiquei ansioso, queria muito escrever algo que atendesse à demanda do tema e expressasse minha visão desse mundo parte real, parte fantástico das lendas dos samurais. O tema principal foi o confronto entre a honra do protagonista Akio, seu amor por sua família e sua dedicação ao Império. A gentileza e a cortesia eram elementos importantes que precisavam permear a trama. O cenário tinha que incluir bambuzais, cerejeiras, chuva, neblina, casas tradicionais de madeira e portas de correr, o trabalho em mutirão e o tradicional saquê. A ideia de incluir testes para o protagonista me pareceu um gancho muito interessante para introduzir elementos narrativos diversos.

Meus fortes são a fantasia e o horror, então incluí um toque de mágica e, claro, youkais também não podiam faltar. Confesso que tive que reescrever as cenas de luta algumas vezes, fazendo o possível para não exagerar no gore, para deixar a história mais acessível. Talvez alguns leitores se lembrem de Inu Yasha ou Samurai Jack ao imaginar o combate no celeiro; as lutas de ambos contra demônios são uma excelente fonte de inspiração.

O resultado final foi um pouco sombrio, um pouco mágico, um bocado tenso e emocionante, exatamente como eu gosto quando assisto a um anime. Quando mandei o texto para alguns amigos revisarem, eles me incentivaram a contar mais histórias sobre Akio. Estou pensando seriamente em fazer isso. Espero que vocês gostem tanto de ler sobre ele quanto eu gostei de escrever!

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