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Império de Diamante – Relatos de Viagem à Myambe: Costa Livre

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Essa carta, segunda de uma série,  foi escrita por um historiador estrangeiro sobre sua viagem por Myambe. Para conhecer todas as cartas já publicadas, clique aqui.

À excelentíssima Exarca Sofia I e aos estimados sócios da Companhia Mercantil de Valmedor,

Diferente do que muitos marinheiros reportam nos diversos portos da Companhia, Myambe não está totalmente sob o controle do deus-vivo do Império de Diamante. Entre as mais relevantes regiões isoladas está a chamada Costa Livre, nome este recente, aparentemente dado pelos nativos numa demonstração de esperança e repúdia às perseguições religiosas do Império.

A Costa Livre é uma faixa de terra extensa, mas estreita, localizada na costa Sudoeste do continente, isolada de todo o resto por cordilheiras praticamente intransponíveis. Chegando à região percebe-se logo a proteção fornecida pelos picos gelados de rocha negra e a densa floresta que cobre boa parte das rochas. É destas montanhas que nascem os principais rios de Myambe, inclusive o Maleth, que corta um vale entre as montanhas e a costa, servindo de transporte rápido pelo interior, apesar das diversas cataratas pelo caminho.

Existem três grandes cidades na região, todas cidades-estado independentes uma das outras, mas intrinsecamente ligadas pela cultura e economia da região.

Porto Qadis fica mais ao sul. Originalmente a menor das três cidades, cresceu muito nas últimas décadas quando o Império de Diamante voltou sua atenção para o sul da capital. A conquista das províncias de Sokos, Melkat e o Vale indiretamente levaram à expansão de Porto Qadis, que recebeu de braços abertos refugiados que se recusaram a deixar o continente para terras distantes como Panjekanaverat, os 11 Reinos e Akanisha. O crescimento acabou permitindo a cidade a tornar-se o maior porto do continente e, portanto, principal ponte de entrada e saída de mercadorias para o resto do mundo. Porto Qadis é governada por uma associação de famílias ricas que controla o comércio e que, consequentemente, não são propensos a aceitar a chegada da Companhia Mercantil de Valmedor.

Tizadir permanece a menor, porém mais forte das cidades-estado da Costa Livre. É governada por uma espécie de teocracia cíclica que depende de auspícios supostamente revelados por espíritos e lidos nas estrelas. A dinastia atualmente no controle da cidade é ligada a um deus militarista agressivo, que levou à expansão dos exércitos e defesas da cidade. Tizadir subsiste de agricultura local e do comércio de minérios nas montanhas mais próximas. Frequentemente envia pequenos grupos de soldados em missão além das montanhas para atacar a província de Sokos e tribos isoladas de Narkeasha. Membros da família real demonstram interesse em enviar tropas como mercenários para treiná-los em troca de comércio com a Companhia.

A terceira das cidades é Ponto Nàzket, de longe a mais influente e sólida das cidades-estado da região. É governada por uma dinastia antiquíssima supostamente posta no comando por entidades elementais. São grandes produtores de madeira de qualidade, mas dependem da produção de comida vinda de outras cidades. Acredito que a cidade esteja a beira de um colapso devido ao seu crescimento e produção reduzida de comida. O regente é velho e o próximo na linha de sucessão é um jovem que mais parece pertencer à dinastia de Tizadir. Aconselho contato, mas assumindo os riscos de uma mudança de perfil no caso da morte do regente.

Mapa

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 Uma breve história

Ao que tudo indica, a Costa Livre permaneceu isolada do resto do continente por séculos. Seu primeiro contato significativo aconteceu poucos séculos atrás quando o Vale, então colonizado por membros desta etnia, foi invadida e conquistada pelo Povo da Estrela, imigrantes fugidos das conquistas do Império ao Norte.

Conflitos entre as cidades-estado foi lugar-comum no passado até tempos recentes. Ciclos de guerras e paz pontilharam a história local. Acredito pelos relatos que ouvi que o mais longo período de paz tem sido o atual devido à chegada de refugiados das três últimas conquistas do deus-vivo.

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Curiosidade local

A cultura da Costa Livre compartilha alguns elementos culturais e religiosos. No geral acredita-se em todo homem e mulher guarda parte de uma alma, sendo a outra guardada por uma entidade mística, uma espécie de anjo imaterial, que se unem no momento da morte física. Por essa razão os nativos da Costa Livre não enterram ou cremam seus mortos: os corpos são expostos aos elementos e a animais carniceiros para serem dilacerados e, assim, libertar a alma aprisionada. Os ossos restantes são limpos e guardados em ossários em Ponto Nàzket e Tizadir, e em criptas individuais nas montanhas em Porto Qadis.

O fluxo de refugiados mudou muito destes elementos. A chegada de seguidores da Estrela da Manhã, adoradores dos Azanzi de Melkat e do culto aos animais de Sokos alterou em muito a cultura local, de forma que são comuns templos, feriados e costumes destes povos, especialmente em Porto Qadis.

Conclusão

A Costa Livre é o melhor ponto de contato com Myambe. A quantidade de refugiados de culturas diferentes, muitos hoje já há várias gerações vivendo na região, torna o povo mais receptivo a estrangeiros. Fomos extremamente bem recebidos apesar das claras diferenças físicas e culturais. Fomos, inclusive, alertados dos riscos de corríamos além da cordilheira que protege a costa pelo simples fato de termos a pele clara. Inicialmente não acreditei que tal falácia fizesse sentido, mas vocês verão em relatórios posteriores que o fato é verídico e elemento importante a se considerar em investidas futuras ao continente.

1 Comment

  1. Vagner Stefanello disse:

    Manda mais!!

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