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Samurais x Ninjas: Como escrevi “Uma história para cada lenda”

2014 foi um ano particularmente produtivo para mim: graças aos tipos de projeto que caíram no meu colo (sou game designer e roteirista), foi fácil separar tempo para escrever minhas próprias coisas. Quando chegou o meio do ano, quando tinha acabado de escrever Último Refúgio, o próximo livro da série Reinos Eternos, a Draco anunciou sua chamada para coletâneas daquele ano. Resolvi separar um tempo para escrever para algumas delas, só não sabia quais.

Quem já me ouviu ou leu falando sobre inspiração sabe que eu ando fugindo das referências tradicionais. Império de Diamante, lançado esse ano pela Draco, é uma prova disso: troca-se a Europa medieval pela África antiga. Para quem mora em São Paulo, Japão, samurais e ninjas são referências quase (ou mais?) comuns que cavaleiros e dragões. Ou seja: meu primeiro instinto foi não escrever nada para a antologia Samurais x Ninjas.

A não ser, é claro, que eu fizesse algo… diferente.

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Dez anos atrás lancei meu primeiro livro, Véu da Verdade, uma space opera bem aventuresca com uma boa dose de humor. Nesses anos para cá acabei escrevendo e publicando contos e um RPG ligado ao livro. Entre as criações desse período estava os yahidar, uma raça alienígena com uma mania exageirada de se apaixonar (e literalmente vestir a camisa) de outras culturas ditas mais criativas. Não importa se é novela brasileira, filme de ficção científica ou, claro, a cultura japonesa: um fã yahidar praticamente viverá aquela fantasia no seu dia a dia. Vale, claro, explicar o que é um yahidar. Nas palavras da protagonista do conto:

Imagine isso: um sujeito baixinho, mas bastante parrudo, pele oleosa e flácida cobrindo todo o corpo, uma língua roxa de dois quilos e meio pendendo para fora de uma boca grande o suficiente para engolir uma pessoa. Essa língua, diga-se de passagem, ele usa para limpar os olhos, como um sapo. Pensando bem, ele parece bastante com um sapo. E eu nem falei sobre os respiradouros na nuca, por onde eles soltam resíduos tóxicos da sua respiração.

yahidar

Agora imagine esse cara usando uma armadura de samurai e dizendo chamar-se Capitão Algren. Aposto que fica melhor do que o Tom Cruise.

Nosso Capitão Algren tinha certeza que recebera uma missão divina: levar uma armadura sagrada de volta a Tóquio e, para isso, precisava de alguém para protegê-lo em sua missão, porque odiosos ninjas estavam tentando impedí-lo.

Bom, pelo menos era isso que ele dizia.

A ideia era legal e eu tinha certeza que renderia cenas ótimas, mas queria uma base maior, algo que realmente ligasse a história à cultura japonesa. Neste universo, muito das lendas do passado são explicadas por interferência alienígena, na maioria das vezes por puro acidente. Então que lenda eu poderia ligar a essa história?

Pesquisei rapidamente entre meus livros sobre algo que fizesse sentido na trama. Encontrei a história perfeita bem no meio de Tóquio, uma pequena capela que resiste ao crescimento dos arranha-céus cheios de neon da cidade graças a uma lenda de mais de mil anos.

Que lenda é essa? Quem lugar é esse? Prefiro evitar spoilers. Sugestão? Depois de ler o conto, dê uma lida breve sobre o dono da armadura, na Wikipedia mesmo. Aí, quem sabe, talvez você também acredite que existe uma história fantástica por trás de cada lenda.

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