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Samurais x Ninjas: Como escrevi “O samurai sem lâmina”

Quando surgiu a chamada para a antologia, confesso que não tinha ideia alguma do que escrever, mas sabia que era uma ótima oportunidade, então decidi que me inscreveria, mesmo sem saber ainda que tipo de conto poderia produzir.

Sempre apreciei a cultura oriental e, das diversas nuances que esta apresenta, o aspecto mais dramático sempre foi o que me tocou com maior intensidade. Eu poderia trabalhar com ninjas e/ou samurais, então decidi, primeiramente, escolher um dos dois. Os samurais sempre tiveram, na minha visão, uma maior carga dramática; o samurai surge em minha mente sempre como uma figura solitária, endurecida, e até mesmo amargurada, então eu partiria daí.

Como minha intenção era explorar o aspecto mais dramático/psicológico, em detrimento da ação, veio a ideia:

“Por que não despir meu protagonista de sua espada, sua arma mais marcante?”.

Daí veio o título: “O Samurai sem Lâmina”. Isso mesmo, o título veio primeiro. É certo que cada artista tem seu processo criativo, mas, normalmente, o título não é o ponto de partida de uma história, mas, no meu caso, foi exatamente como ocorreu. Eu tenho costume de escrever romances, acho mais fácil desenvolver uma trama em uma narrativa mais longa, e para tal possuo um processo criativo bem organizado e sistematizado, contudo, quando se trata de contos, acabo não conseguindo seguir uma sequência lógica e/ou pré-estabelecida de trabalho.

Criado o título, digamos que eu simplesmente deixei a história me levar, sentei-me em frente ao computador e deixei que meus dedos fizessem a confusão de ideias que habita minha mente ganhar forma.

Então, começaram a surgir os personagens: um bando de malfeitores, um pequeno delinquente. O protagonista salva o pequeno dos malfeitores, e, por obra do destino, acaba tomando o garoto como seu pupilo. Pode parecer clichê, e é mesmo muito clichê. Mas o que faz uma boa história não é o ineditismo, tampouco algo familiar está impedido de ser novo, por isso prossegui narrando a trajetória desses dois personagens até os momentos mais tensos da história.

Assim “O Samurai sem Lâmina” ganhou corpo e se tornou uma história de fato. E, por um mistério que ainda não pode ser explicado para mentes humanas, ganhou um lugar ao lado de escritos de colegas extremamente talentosos.

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— Aaaai!!! — gritou o pequeno, deixando a bagagem de Toryama cair.

 

— Agora pegue a sacola e vamos andando.

 

— Por que fez isso, velho louco?

 

O mestre parou novamente e se virou para o aprendiz:

 

— Se não consegue levar um golpe sem deixar uma simples bagagem cair, como quer ser um guerreiro?

Espero que leiam e sejam tocados pela história assim como eu fui tocado ao escrevê-la.

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