Monstros Gigantes — Kaiju: Como escrevi “Teijuaçu contra Kaiju”
julho 27, 2015
Monstros Gigantes — Kaiju: Como escrevi “O monstro que habita o âmago”
julho 28, 2015

Samurais x Ninjas: Como escrevi “Cedo”

Apesar de escrever já há algum tempo, “Cedo” é meu primeiro conto publicado em coletânea (eba!!!). O tema de Samurais x ninjas logo me chamou a atenção, mas demorou uma tempo para que eu tivesse uma ideia do que fazer para tentar participar.

E essa ideia não veio de nenhum momento de inspiração ou de um profundo estudo sobre cultura japonesa: veio do dia em que a minha irmã mais nova decidiu rever a primeira temporada de Bleach.

Fui fã de animes a minha adolescência toda. Do tipo que podia passar dias assistindo temporadas e temporadas de shonens intermináveis, então, quando vi Byakuya pronto para enfrentar um Ichigo ainda nos primórdios de sua aprendizagem como shinigami, veio um estalo e pensei “tá aí uma coisa que pode funcionar!”.

E, assim, como os membros dos treze bantais, Kato é um pouquinho mais que um samurai ou um ninja…

Ela respirou fundo e ele se sentou sobre os próprios pés, olhando para ela. Seus olhos não deixavam transparecer muita coisa. Eram apenas escuros e vazios. Pensativos.

 

— Você é um ninja.

 

Ele virou a cabeça para o lado, como um cão que fareja um frango no forno.

 

— Mais ou menos. Talvez – ele tirou uma estrela-ninja de um dos bolsos secretos de sua roupa. – Posso usar um shuriken.

 

sxn_capa-72Clique nos botões abaixo para adquirir.

Paypal | PagSeguro

Papel: Amazon | Cultura

E-book: Amazon | Kobo | Google | Apple | Cultura | Saraiva

A parte mais complicada da escrita do conto foi a escolha do foco narrativo, e, por um bom tempo, fiquei tentando acertar um narrador-personagem, com a história sob o ponto de vista exclusivo de Lúcia, o que simplesmente não funcionou. O uso da terceira pessoa foi bem mais tranquilo, já que isso permite — ou pelo menos foi minha intenção que permitisse — que o leitor acompanhe a protagonista, sem necessariamente ficar preso em seus pensamentos, enquanto ela descobre a verdade sobre seu estranho amigo, sobre suas próprias habilidades e as implicações de pertencer à família a qual pertence.

Depois de acertado o foco, o resto foi bastante divertido de escrever. Uma rixa entre mafiosos, com a participação especial de um “ninja”, pareceu uma boa pedida para uma antologia que permitia a mistura de elementos diversos da cultura pop com o tema principal.

Como ponto importante, eu queria que Lúcia e Kato convencessem como amigos já desde o começo da história e que, acima de tudo, pudessem interagir um com o outro da forma mais natural possível. Passado o período de pesquisa (que me deu a desculpa perfeita para ver vídeos de estilos de luta com espadas japonesas no Youtube), de escrita e revisão (onde contei com o apoio da minha irmã e de uma amiga), pude finalmente enviar o conto para a editora.

E torcer.

E não é que deu certo?

Espero que gostem da aventura de Lúcia e Kato.

Um abraço!

Baixe agora mesmo: Amazon | Apple | Saraiva | Cultura | Kobo | Google

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *