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Por dentro de “O Baronato de Shoah”: Latakia – O reino das sombras

sombras

As origens do reino dominado pela escuridão, onde vampiros são reis, lobisomens controlam as fronteiras e múmias erguem pirâmides em honra a seus deuses antigos. Uma terra onde zumbis são uma praga e os humanos ricos e estabilizados.

A origem

Aconteceu cinquenta anos após Shoah e os Seguidores libertarem o Quinto Império do domínio dos Titãs. Era uma tarde de outono, as folhas caíam, o vento minuano vinha do sul e um frescor suave tomava as vertentes de Nordara, banhando-a com a estação da troca de folhas e do repouso.

Primeiro o sol se apagou no mundo inteiro, como se um par de mãos o fechasse sobre si e o levasse para longe. A escuridão durou três dias e três noites, as elites de todos os reinos procuraram uma explicação, magos, sacerdotes e cientistas se reuniram em busca de uma resposta, sem nada encontrar.

Tão rápida quanto veio, a escuridão foi embora. Nordara voltou ao normal, exceto em um de seus reinos, Latakia.

Latakia era um dos reinos mais prósperos do continente principal. Sua nobreza podia recitar linhagens antigas, sem perder um único nome, sem deixar passar uma única geração. Eles eram humanos, em sua maioria, mas dividiam o reino com elfos, anões, minotauros, orcs e fadas. O problema de Latakia era, na verdade, sua ancestralidade: dizia-se que Latakia era um pedaço de outro mundo, que fora transportado para Nordara através de um complicado ritual envolvendo milhares de magos. Como resultado Latakia era muito mais poderosa de um ponto de vista arcano do que seus reinos vizinhos. Diz-se que foram suas linhas mágicas que enlouqueceram os Titãs.

Como resultado de seus excessos de magia Latakia se desenvolveu muito mais que seus reinos vizinhos, ainda mais quando sua tecnologia evoluiu para o uso do óleo diesel, descoberto por seus alquimistas e vendido para Hissarlik, o reino dos minotauros.

O diesel trouxe um problema para Latakia: o número de mortes nas suas produtoras aumentou a níveis absurdos, causando transtornos sociais e econômicos para o reino. Assim, a corte, que era composta por magos, pediu a seus conselheiros que encontrassem uma maneira de tornar os trabalhadores mais resistentes.

O reino entrou em crise financeira, uma crise tão forte que afetou os reinos vizinhos e quase matou a população de fome. Suicídios, assassinatos, revoltas, sindicatos incitando os trabalhadores contra a nobreza. Em meio a esse turbilhão social o número de mortos-vivos cresceu subitamente, afinal de contas, os zumbis se alimentavam da população que morria às pencas na rua. Ao mesmo tempo, os poucos syrians, seres que se alimentavam de sangue e eram feridos pela luz do sol, fechavam-se em seus feudos, protegidos por lacaios e licantropos.

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Carta Tenebrae

Foi neste cenário conturbado que surgiram quatro indivíduos que mudariam a história do reino para sempre: Otton Horvarth, Lycaan Sagvart, Baader Meinhof e Debora Hoya. Cada um deles era o membro mais poderoso de sua espécie, vampiro (ou syrian), licantropo, zumbi e múmia. Em um plano elaborado há anos e com o apoio da população eles sacrificaram a antiga nobreza de Latakia em um ritual profano, cobrindo o mundo de escuridão eterna.

Para reverter o ritual os quatro líderes convocaram os representantes de cada um dos reinos vizinhos e os obrigaram a assinar a “Carta Tenebrae” – a Carta da Escuridão – que garantia a eles legitimidade no trono e o reconhecimento legal de que eram os novos senhores de Latakia.

Após este encontro os quatro tiveram de encarar outro problema: Baader Meinhoff se recusou a reverter o ritual, alegando que seria a chance de seus zumbis dominarem o mundo. Impedido por seus antigos aliados, ele foi destruído e seus pedaços guardados em uma arca, que hoje se encontra no castelo na capital do reino. Os zumbis foram declarados ilegais no reino, banidos ou destruídos pelo novo governo, acabaram quase extintos.

A Tríade, como ficou conhecido o grupo de Otton, Sagvart e Debora, dizimou os magos, alquimistas e realizou rituais de neutralização de forças mágicas por todo o reino. Em menos de três décadas a magia morreu em Latakia, dando lugar à Primeira Revolução Industrial. A transformação em um ser das trevas se tornou legalizada, dando origem a uma horda de licantropos, syrians conhecidos como vampiros, além das fronteiras, e as múmias.

Cada uma destas criaturas possuía características próprias, que as diferenciavam dos humanos comuns. Elas se precaveram, reestruturando a economia de Latakia e formando sindicatos de trabalhadores cada vez mais submissos à suas vontades, mas disfarçando suas ideologias.

Os licantropos

São seres capazes de alternar da forma humana, para uma forma animal, ou um misto entre ambas. O termo surgiu de Lycaan, nome do primeiro de sua raça e fundador da Tríade. Apesar de fazer referência ao termo “lobo”, a palavra passou a ser aceita para qualquer membro da raça.

Os syrians

Eram os mais antigos dos quatro seres das trevas: alimentavam-se de sangue ou carne fresca, sua pele era negra e escurecia conforme ficavam mais velhos e poderosos (o que lhes rendeu vantagens quando a noite eterna caiu sobre o reino). Liderados por Otton Horvarth, foram eles quem dizimaram os magos e alquimistas, com ajuda da população.

As múmias

São as menos numerosas em Latakia, pois seu ritual de conversão é o mais complicado e demorado: primeiro o voluntário deve morrer sem prejudicar seus órgãos internos, em seguida estes órgãos são retirados e colocados em urnas, que permanecerão protegidas por múmias mais velhas. A alma do indivíduo é trazida de volta ao corpo, que agora não se degenera, não sente frio ou fome, nem precisa dormir ou descansar. As múmias se alimentam de força vital, sendo necessário que matem um ser vivo ao ano para se manterem ativas. No geral as múmias tratam da justiça e das leis do reino, usando condenados à morte como combustível para sua própria manutenção.

Os zumbis

São uma raça coletiva, ao ser assassinado por um zumbi a vítima se torna uma espécie de “escravo” do mesmo, seguindo-o por todo o canto e acompanhando seus ataques. Na época da revolução Baader contava com um séquito de mais de oito mil seguidores, que devoraram cidades inteiras para ajudá-lo. O problema dos zumbis é sua falta de liderança: se o líder deles é assassinado por outro zumbi, o vencedor acaba se tornando o novo líder do grupo, mas se o zumbi é morto por outra criatura, seus seguidores se tornam apáticos e incapazes de reagir. Foi assim que a Tríade venceu Baader, mesmo seu exército sendo muito maior e mais forte: Otton o destroçou antes que ele pudesse comandar seus subordinados, que permaneceram estáticos observando-o morrer.

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O reino atual

Hoje em dia Latakia é um reino próspero e um bom lugar para se viver. A incidência de monstros da névoa é mais baixa que em outros reinos, a economia é estável e suas alianças políticas a mantém protegida de Hissarlik e do Quinto Império. Os únicos problemas são internos: ainda há hordas de zumbis nas áreas mais afastadas da capital, aranhas gigantes tomam as florestas, tornando-as quase intransponíveis, magos e alquimistas rebeldes atacam centros civis tentando atingir os novos governantes.

A área sul do reino é a mais problemática: quando a Tríade realizou seu ritual para escurecer o céu eles aproveitaram para anexar dois arquipélagos a seus domínios, Eth Doran e Merdrawt, assim como os reinos de Sienbalth e Verenna. Nestas regiões os combatentes são mais ferrenhos e se aliaram aos magos para dar um fim a ameaça sobrenatural. A vigilância aqui é constante, ataques suicidas uma rotina para a população e há pontos em que a escuridão total se rompeu e é possível ver nesgas de sol escapando pelo céu.

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