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Monstros Gigantes – Kaiju: Como escrevi “O Som do Metrô”

Quando vi a oportunidade dada pela Editora Draco, sabia que não poderia deixar passar. Escrever sobre Kaiju seria, no mínimo extremamente divertido.

Até aí, tudo bem.

Sempre acreditei que “decidir escrever” já era meio caminho andado. Escrever de fato, já é outra história. Definir o início do conto, definir personagens, o roteiro, o modo de narrativa e a situação em que se encontra o mundo onde a historia se passará… Tudo isso demandaria muito tempo.

Surpreendi-me ao ver que consegui decidir o storyline em uma tarde e os personagens em poucas horas. Acredito que a “culpa” da rápida inspiração tenha sido do tema fascinante.

Com a ideia geral em mente, fui conduzindo a história de tal forma que me senti confortável com o corpo que o conto foi tomando e logo me vi homenageando os criadores de Godzilla, personagens do filme Mothra – A Deusa Selvagem e até mesmo consegui fazer uma singela homenagem ao diretor de Pacific Rim. Todos aqueles que me fizeram amar kaijus, estão ali, devidamente homenageados.

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O conto me deu a oportunidade de experimentar ideias de narrativa diferentes. Porém, o mais difícil foi conseguir colocar minha ideia no limite de palavras imposto. Havia personagens que necessitavam de uma abordagem mais profunda e, consequentemente, mais extensa. Inicialmente, o que parecia ser um obstáculo foi uma das ferramentas mais importantes para atingir o resultado que atingi.

Ao terminar, reli o conto e percebi que a restrição de caracteres foi essencial para conseguir mostrar realmente a essência da ideia. A essência do Som do Metrô.

Por isso eu digo… Sim! Os editores sabem o que fazem!

Toda minha ideia está ali. Condensada e concentrada. Não podia ter atingido um resultado melhor.

Esse foi o caminho que trilhei na produção do conto para a Editora Draco e acredito ter atingido um bom resultado.

Espero que os leitores consigam ver a vida que os personagens perderam após o ataque dos kaijus, e dificuldade em seguir em frente.

O conto fala sobre continuar. Sobre nunca retroceder, mesmo quando o obstáculo é uma força natural irrefreável. Força essa em forma de Kaiju, capaz de levar destruição por onde passa. Uma destruição que nem sempre é apenas física…

0 Comments

  1. Susie Derkins disse:

    Por mais surreal que a situação narrada nos contos possa ser, é legal parar pra pensar o quanto estamos imersos em nossa rotina e quanto a nossa mente cria símbolos da nossa civilidade. A reação de cada ser humano perante uma situação extrema é imprevisível demais. O título em si desse conto é bastante representativo, como um marco da sociedade e o quanto a mente humana acaba se apegando a esse tipo de marco quando se encontra num estado quase catatônico. A parte dessa parte antropológica sensa, eu adorei o estilo “Jonas e o Kaiju” da estação sendo literalmente mastigada e engolida…. super legal!!!!

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