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Monstros Gigantes – Kaiju: Como escrevi “Depois que eles partiram”

Como nasce uma história? Há incontáveis modos disso acontecer. Por exemplo, o universo de Nárnia nasceu da canção do leão Aslan.

Pois bem, acho que universos podem surgir de piadas. Sempre acreditei nisso. Talvez nosso próprio universo seja uma piada. Há quem diga que a girafa e o ornitorrinco são evidências vivas desse fato.

Sempre fui fascinado por ficção científica e fantasia. E por filmes e séries de monstros japoneses. Quando soube da chamada para essa coletânea, resolvi mandar uma história, embora o estilo “Pacific Rim” não fosse exatamente a minha praia. Sei lá. Tenho certeza de que qualquer um escreve épicos melhor do que eu.

Logo, resolvi partir noutra direção: Eu faria uma comédia kaiju. Afinal, costumo ser do contra. Já havia tentado publicar um drama familiar protagonizado por dinossauros. Não rolou. Ficou Manoel Carlos demais, embora não houvesse na história nenhuma saurópode chamada Helena.

Eu queria homenagear os tokusatsu de minha infância, mas sabia que não tinha como produzir um épico. Então, veio aquele arrepio na espinha que antecede a possessão pelo maligno espírito de porco. E não resisti. Não me julguem. Eu sou o meio, não a mensagem (ei, você, seu hipster com esse livrão do MacLuhan debaixo do braço! Sim, você mesmo! Vá ler Focault e me deixe em paz!).

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Sendo assim, tenho me dedicado a recauchutar todas as piadas que ouvi ou imaginei nos últimos 40 anos, das mais engraçadas até as mais infames, na esperança de encontrar uma que valesse a pena desenvolver. Por exemplo, como é que a prefeitura de Tóquio lida com as consequências das batalhas entre os kaiju e os super-heróis? Essa pergunta tomou muitas noites de sono de minha infância. E, claro, a pergunta que não quer calar: e se tudo isso acontecesse em um certo país que fica (quase todo) do lado de baixo do equador?

Bem, eu não queria descaracterizar a ambientação nipônica. Mas achei que jogar um pouquinho de feijoada no sushi não ficaria de todo enfadonho. De modo a garantir uma história tipicamente japonesa, tratei de inserir na trama easter-eggs que agradassem aos otakus “de raiz”, fãs jurássicos como este que vos escreve. Isso inclui referências discretas a personagens clássicos e, em alguns casos, pequenos trocadilhos que só fazem sentido em japonês (ou não). Então, decidi que a história seria contada pelo ponto de vista de Honda San, um repórter que volta ao Japão após anos, para descobrir que nada será como antes.

Boa leitura. Banzai!

1 Comment

  1. Edison disse:

    Parece que estou vendo o “Nacional Kid” entreverado com Godzilla lá pelas bandas da cidade baixa….

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