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Fabiana Madruga fala sobre seu novo romance "Clube dos Herdeiros: como nossos pais"

fabiana-madrugaConversamos com a escritora e blogueira Fabiana Madruga, autora do romance Clube dos Herdeiros e do conto Aristocracia Perdida.

Vamos ao nosso papo?

Draco: Clube dos Herdeiros é um romance que transpira o clima carioca, em todas as deliciosas nuances da bela cidade do Rio de Janeiro. Como foi construir um romance tão carioca e contemporâneo, e ainda assim equilibrar a história para que outros leitores – tanto de outras partes do país, quanto de fora – pudessem se identificar com o livro?

Fabiana Madruga: O Rio de Janeiro é quase um personagem de Clube dos Herdeiros!  Mas isso não afasta quem não é daqui da obra, apenas aproxima, como quem apresenta um amigo. Não nos apaixonamos por Verona com Romeu e Julieta?  Não nos sentimos até meio baianos de tão próximos que Jorge Amado nos faz sentir daquela terra? Não temos uma relação especial com diversas cidades do mundo que sequer conhecemos por obras que nos levaram a elas? Essa foi minha tentativa em CDH. As histórias e personagens são universais,  por isso falam a qualquer leitor. Mas o cenário, esse sim, eu quis tornar íntimo de quem sequer conhece. Quem ler CDH vai poder dizer que conhece bem mais do Rio que muita gente que vive aqui.

Draco: Não há como negar que o clima romântico está presente em todas as páginas de Clube dos Herdeiros, mas o livro também lida com temas bastante maduros, como família, engajamento social e carreira, através dos vários personagens da obra, cada um com uma visão única e extremamente pessoal da vida. Apesar de o livro retratar a alta sociedade carioca, ele também nos apresenta personagens de outras camadas sociais, como Pedro. Conte pra gente como foi gerenciar personagens tão diferentes e ainda dar vozes especiais a eles, e também como foi sua preocupação em retratar temas que vão além do romance.

FM: A ideia primordial de CDH é a de que somos todos rotulados e guiados por estes rótulos que quase sempre nos levam a enganos desastrosos.  A classe social,  a beleza,  o sobrenome, a conta recheada ou no vermelho: nada disso define nenhum dos personagens. A imagem de perfeição também não os impede de sofrerem com problemas e dúvidas imensos.

Nenhum personagem de CDH é unidimensional.  Todos têm virtudes admiráveis e defeitos imperdoáveis. Assim como nenhum deles é coadjuvante.  Para cada leitor,  um deles pode ser o favorito.  É uma questão de identificação.  Foi difícil construir um espaço para que cada um tivesse tanta autonomia, mas as personalidades foram se tornando tão fortes e únicas que isso foi se desenhando sozinho.  Tenho muito carinho e muito respeito por cada membro do Clube como se fosse real. E não é?

Draco: Impossível não se apaixonar perdidamente por esse “conto de fadas” contemporâneo! A gente sabe que “existem festas que duram a vida inteira”, e que Clube dos Herdeiros é uma série, então, o que podemos esperar para os próximos volumes e para as histórias dos nossos queridos personagens, especialmente Helena, Manuela e Pedro?

FM: Clube dos Herdeiros é uma série que começa com um prólogo,  “Aristocracia Perdida” e segue adiante. O que se pode esperar?  Temas polêmicos que ainda não foram abordados no primeiro livro, novos casais (que vão surpreender muita gente),  reconciliações,  separações,  perdas… E muito mais desdobramentos da personalidade de cada um. E quem sabe mais membros do Clube? Ainda há muito para ser contado nessa história e não vejo a hora de compartilhar isso com cada leitor.

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