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A literatura e os gêneros: Steampunk

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Jules Verne

Vez por outra aparece alguém trazendo á tona a velha discussão: Jules Verne escrevia steampunk? Ora, é claro que não. Mas para ter isso claro em mente, é preciso saber enxergar o “espírito” do steampunk.

vinte-mil-leguas-submarinasSe você fosse um habitante do século XIX e tivesse em mãos uma primeira edição, novinha em folha, de “Vinte Mil Léguas Submarinas”, estaria diante de uma obra futurista; seria como se hoje você estivesse lendo um romance que falasse em viagens espaciais a velocidades superiores à da luz. Verne era amigo de Félix Nadar, especialista em balonismo, que o introduziu nas rodas sociais dos cientistas da época. Especula-se que esses homens tenham sido uma espécie de “Google” para Verne, e que suas tão reverenciadas “previsões” nada mais seriam que registros, em literatura, de ideias que já andavam pululando nas mentes daqueles homens de ciência, como avanços possíveis da tecnologia.

Todos nós sabemos que os avanços da ciência estão entre os principais fatores que ditam os rumos pelos quais caminha a humanidade, assim como a velocidade em que esse progresso humano acontece.

Observe, então, que o steampunk é um dos gêneros reunidos sob o nome genérico de “retrofuturismo”. Nele retratamos avanços científicos que normalmente nos são bem conhecidos nos dias de hoje, assim como muitas de suas implicações no que se refere a nosso modus vivendi. Só que situamos tais avanços em um período anterior àquele em que de fato ocorreram. É praticamente inevitável que, pelas razões expostas, isso implique na criação de uma linha histórica alternativa. Sabendo o que tal avanço nos proporcionou na realidade, é o caso de especular como esse mesmo progresso e suas já conhecidas consequências interferiria na vida da humanidade, se houvesse surgido num momento anterior da História.

liga-extraordinariaO período histórico preferido pelos escritores para tal exercício criativo é a chamada “Era Vitoriana”, que vai, strictu sensu, de 1837 a 1901. Além de proporcionar uma fonte energética que confere credibilidade aos avanços tecnológicos propostos pela estética retrofuturista, o vapor (steam), compreende um período praticamente irresistível para muitos escritores, ansiosos por “conviver” no mundo riquíssimo em possibilidades das histórias de aventuras de autores como H.G.Wells, Joseph Conrad, Stevenson, Conan Doyle, sem falar no próprio Verne. É a oportunidade de tratar de valores arquetípicos tão em decadência no mundo atual, como a amizade, lealdade e o cavalheirismo, estabelecendo assim uma imagem espelhada do mundo decadente de onde o próprio steampunk se originou na literatura, o cyberpunk.

Nascido na literatura, onde se popularizou com a obra “The Diferencial Engine”, de William Gibson e Bruce Sterling, o steampunk e seu “código de valores” migraram para outras formas de arte, como o cinema (A Liga Extraordinária, Steamboy, James West), o cosplay e as artes plásticas. Neste mundo cada vez mais cinzento e amargo, não deixa de ser jamais, entretanto, uma referência para aqueles que desejem respirar um pouco, em meio ao vapor, os ares de um mundo mais feliz.

Obras steampunk da Draco

Homens e Monstros – A Guerra Fria vitoriana, Flávio Medeiros Jr.

A guerra transforma Homens em Monstros ou apenas liberta o que guardam dentro de si?

Em um mundo steampunk, a história da Europa vitoriana não aconteceu como conhecemos. Após tensões com os colonizadores espanhóis, o Império Asteca torna-se parte do poderoso Império Britânico. Mas os ingleses não são os únicos protagonistas e disputam com os históricos rivais franceses pela hegemonia nesse novo panorama. Assim, o século XX começa com uma verdadeira Guerra Fria entre essas duas grandes potências mundiais.

Jules Verne, Ministro da Ciência francês, comanda os agentes do serviço secreto contra os enviados de seu nêmese, H.G. Wells, Ministro da Ciência da Inglaterra. Motivados por uma imaginação sem limites, o embate dos dois ministros levará a humanidade a incríveis realizações.

Em Homens e Monstros – A Guerra Fria vitoriana, romance do elogiado autor de ficção científica Flávio Medeiros Jr., encontre o Almirante Nemo, Axel Lidenbrock, Dr. Jekyll e outros personagens célebres da literatura fantástica vitoriana em um contexto diferente das obras originais. Existe um sentido para a ética na guerra? Como ela transforma os homens? Se os converte em monstros ou apenas liberta o que guardam dentro de si, só há um jeito de saber. Engrene-se nas histórias que formam essa realidade steampunk extraordinária.

Contos

O som e o aroma da morte
Homens e monstros
Máscaras
O lamento da águia
Os primeiros aztecas na lua
Por um fio

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O Baronato de Shoah, José Roberto Vieira

O Baronato de Shoah – A Canção do Silêncio é o romance de estreia de José Roberto Vieira, uma emocionante aventura épica em um mundo fantástico e sombrio. Passado, presente e futuro se encontram com a cultura pop numa mistura de referências a animações, quadrinhos, RPG e videogames. Considerado o primeiro romance nacional pensado na estética steampunk, o mundo de O Baronato de Shoahune seres mitológicos como medusas e titãs a grandes inventos tecnológicos.

Desde o nascimento os Bnei Shoah são treinados para fazerem parte da Kabalah, a elite do exército do Quinto Império. Sacerdotes, Profetas, Guerreiros, Amaldiçoados, eles não conhecem outros caminhos, apenas a implacável luta pela manutenção da ordem estabelecida.

Depois de dois anos servindo o exército, Sehn Hadjakkis finalmente tem a chance de voltar para casa e cumprir uma promessa feita na infância: casar-se com seu primeiro e verdadeiro amor.

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O Baronato de Shoah – A Máquina do Mundo, José Roberto Vieira

Quando só restam dúvidas e ruínas, como proteger o legado de um povo?

A Kabalah nasceu para proteger a humanidade da ameaça de seres conhecidos como Titãs, criaturas de imenso poder que dominaram o mundo de Nordara até serem derrotadas por Shoah e seus seguidores.

Duzentos anos se passaram e muitos heróis surgiram e deram as suas vidas por esse propósito. Sehn Hadjakkis é um desses bravos guerreiros e lidera a Canção do Silêncio, grupo de elite que defendeu a capital imperial de uma terrível invasão em O Baronato de Shoah  A Canção do Silêncio. Agora o desafio é um dilema que não pode ser resolvido com armas ou violência. Protegidos da Kabalah, o povo-livre cansou-se dos duelos que põem em risco suas vidas e as de suas famílias. Anseiam pela liberdade e igualdade, mas acima de tudo pela paz. Para atingir seus objetivos, o povo-livre está disposto a qualquer coisa, inclusive pegar em armas contra aqueles que juraram protegê-los.

O Baronato de Shoah – A Máquina do Mundo é o segundo romance da série fantástica de José Roberto Vieira, a aventura épica continua em um clima de dor e desolação. Passado, presente e futuro se encontram com a cultura pop numa mistura de referências à animação, quadrinhos, RPG e videogames. Considerada a primeira série nacional pensada na estética steampunk, o mundo de O Baronato de Shoah une seres mitológicos como medusas e titãs a grandes inventos tecnológicos.

Una-se a esses guerreiros com poderes surpreendentes e descubra a verdadeira face do mundo de Nordara.

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Vaporpunk – Relatos ‘steampunk’ publicados sob as ordens de Suas Majestades

Com força mundial, a estética steampunk vem angariando cada vez mais fãs brasileiros e portugueses. Seu apelo visual e o rico conteúdo inspirados no século XIX são o combustível certo para a produção de uma literatura que pode ser intensa, mas também descontraída. Descubra o que oito autores maquinaram nesse intricando conjunto de engrenagens que é a imaginação.

O steampunk nasceu como um gênero literário, mas ganhou vida própria e dominou a moda e as artes plásticas, tornando-se cada vez mais conhecido. Se a cultura da era vitoriana virou inspiração para essa estética, em Vaporpunk – Relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades, os organizadores Gerson Lodi-Ribeiro e Luis Filipe Silva imaginaram essa época tão distinta sob a ótica brasileira e portuguesa, repleta de inovações tecnológicas e acontecimentos inusitados.

Com a presença de renomados autores da ficção especulativa dos dois países, Octavio Aragão, Flávio Medeiros, Eric Novello, Carlos Orsi e o próprio Gerson pelo Brasil; Jorge Candeias, Yves Robert e João Ventura por Portugal; a coletânea traz oito noveletas movidas a vapor, disputas políticas, personagens famosos e armas engenhosas. Tudo isso regado a muita aventura e surpresas, porque mais do que repensar o gênero, Vaporpunk é um convite para conhecer um mundo alternativo, e o que Brasil e Portugal poderiam ter sido com tamanhas novidades.

Contos disponíveis em e-book

A fazenda-relógio – Octavio Aragão
Os oito nomes do Deus sem nome – Yves Robert
Os primeiros aztecas na Lua – Flávio Medeiros Jr.
Consciência de ébanoGerson Lodi-Ribeiro
Unidade em chamas – Jorge Candeias
A extinção das espéciesCarlos Orsi
O dia da bestaEric Novello
O Sol é que alegra o dia… – João Ventura

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