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Futebol: Escrevendo “O Último Jogo: Crianças e Bichos Papões”, Rodrigo van Kampen
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Futebol: Escrevendo “O último gol de Tião Canhoto”, Fabio Baptista

Futebol pra mim é na várzea. São nos campos enlameados e desconhecidos da periferia, não nos tapetes dos estádios, que são disputados os clássicos mais ferrenhos e a rivalidade é mais acirrada; onde acontecem os lances mais bonitos e inesperados, onde não existe preto, branco, vermelho, amarelo, pardo nem mulato, só seres humanos, como deveria ser em todos os lugares; onde não tem altos salários nem dinheiro envolvido e a verdadeira magia do futebol pode se manifestar, gerando as maiores emoções, os sorrisos mais recompensadores, as lágrimas mais doloridas. E, consequentemente, é onde acontecem as melhores histórias.

gol

Há muito tempo eu pensei num conto de terror, tendo o futebol como cenário. Era sobre um jogador “perna de pau” que vendia a alma ao diabo em troca de erguer a taça num domingo de chuva, com 70 mil pessoas gritando seu nome em frenesi nas arquibancadas. Todo o esqueleto da trama estava pronto na minha cabeça e quando vi a chamada para a coletânea “Futebol: histórias fantásticas de glória, paixão e vitórias“, pensei – “beleza!!!”. Só faltavam os 99% de transpiração.

Mas então comecei a ler o regulamento e meu semblante foi descendo junto com a barra de rolagem. Percebi que teria que começar do zero ao ler os exemplos de histórias possíveis: “Não importa se são Copas disputadas entre planetas, espíritos fadados a jogar eternamente, CRAQUES QUE VENDERAM A ALMA AO DEMÔNIO EM TROCA DO TALENTO, jogadores do futuro (…)”.

Bom, o jeito era pensar em outra coisa… e acabei tendo uma lembrança dos campos de várzea onde via meu pai (Egydio, camisa 7) jogar quando era pequeno. Imaginei o dono do boteco (todo campo de várzea tem um boteco) assistindo às partidas e contando lorotas para os boleiros, enquanto servia os petiscos e a obrigatória cerveja gelada pós-jogo. Estava pronto o “seu Geraldo”, um contador de causo meio ranzinza, do tipo que eu gosto de “encarnar”. Só faltava a grande história que seria contada por ele. Não conseguia me decidir.

Na dúvida, sempre escreva uma história de amor!

Então apareceu o Tião Canhoto (dono de um petardo que aterrorizava os goleiros adversários) e a Ritinha… uma moça quieta, mais feia que um trabuco de matar urso, que só sorria quando o Tião fazia gol.

Falando assim parece que ficou meio água com açúcar. Bom, talvez tenha ficado um pouco mesmo… kkkkkk

Mas acho que vocês vão gostar! 😀

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