Bate papo com Zé Wellington sobre a HQ "Quem Matou João Ninguém?"
maio 2, 2014
Carreira de escritor: identidade, direcionamento e foco
maio 8, 2014

“Sherlock Holmes – O jogo continua” – Coletânea – Guia para submissão de contos

sherlock

Elementar, meu caro Watson.

A frase clássica acima resume para muita gente o espírito de Sherlock Holmes, o maior detetive de todos, mesmo que o personagem jamais a tenha dito em nenhum das aventuras literárias narradas por seu fiel amigo John H. Watson. Ainda assim, está firmemente arraigada no imaginário popular sobre o excêntrico morador do 221B da Baker Street, graças a uma das dezenas de adaptações e releituras para o cinema (ou teatro, segundo outras versões).

E haja releituras!

Sherlock Holmes, criação do médico e escritor Arthur Conan Doyle, teve sua primeira aventura, Um Estudo em Vermelho, publicada em 1887. Circulando pela Londres vitoriana coberta de neblina e fuligem, Holmes usava seu incrível poder dedutivo para solucionar os problemas de angustiados clientes, desde o simplório Jabez Wilson, com seu estranho e lucrativo emprego (bom demais para ser verdade), até o próprio Rei da Boêmia e seus casos amorosos. As aventuras eram publicadas na revista Strand Magazine, e cada vez mais a adoração de seus leitores crescia, ao ponto das pessoas realmente acreditarem que Holmes e Watson eram pessoas reais, vivendo num aconchegante apartamento, servidos pela Senhora Hudson. As cartas chegavam aos borbotões, e sempre havia um ou outro cavalheiro realmente interessado em contratar os serviços do famoso investigador.

A criatura começou a ganhar vida própria e seu criador se ressentiu: Arthur Conan Doyle decidiu que era hora de Sherlock Holmes sair de cena. E nada mais emblemático para a queda de um grande herói que um confronto épico com um grande vilão. Moriarty, o Napoleão do Crime, surgiu. Após uma alucinada perseguição pela Europa, os dois gênios da lógica duelaram à beira do abismo de Reichenbach. Era a batalha final, e o fim do grande detetive.

Não, não era.

O clamor popular e generosas ofertas financeiras fizeram Doyle trazer Holmes de volta para mais uma série de aventuras. Após derrotar Moriarty, ele precisou desmantelar o que restava de sua quadrilha, liderada pelo Coronel Sebastian Moran, um exímio e cruel atirador, antes de retornar à sua vida na Baker Sreet.

Conan Doyle escreveu outros grandes livros, como O Mundo Perdido, cheios de dinossauros e lugares perigosos em plena Amazônia. Mas nada comparado a Sherlock Holmes. O detetive se tornou um daqueles raríssimos personagens que são maiores que seus idealizadores, maiores que si mesmos, maiores que o mundo.

Sherlock Holmes atravessou as décadas, cada vez mais vivo. Formaram-se grupos dedicados a estudar os contos como se Watson realmente os tivesse escrito, usando um método aplicado ao estudo dos evangelhos bíblicos. Surgiram centenas de teorias sobre a vida pregressa de Holmes e Watson, sobre seu período desaparecido, sobre seu relacionamento com Irene Adler, sobre sua velhice.

Artigos, livros, aventuras “apócrifas”, histórias em quadrinhos, peças teatrais, paródias, pastiches, imitações. Sherlock Holmes é um dos personagens mais retratados no cinema, junto com Jesus Cristo. Não é pouca coisa. Graças a essa construção coletiva, digamos assim, Sherlock Holmes está mais vivo do que nunca. Para as novas gerações, ele tem o rosto de Benedict Cumberbatch. Ou de Robert Downey Jr. Ou de Jonny Lee Miller.

Muita gente, em muitas mídias diferentes, apresentaram suas visões para o personagem. Nós da Editora Draco também. Sherlock Holmes – Aventuras Secretas é recheado de aventuras novinhas em folha do maior detetive de todos os tempos. Organizado por Marcelo Augusto Galvão e Carlos Orsi, o livro apresenta interpretações completamente novas para Holmes e seu escudeiro Watson.

Mas um único livro não seria suficiente para tantas possibilidades

E é aí que vocês entram.

Elementar, meu caro escritor lusófono. Teremos um segundo volume de novas aventuras de Sherlock Holmes. Bem-vindo a “Sherlock Holmes – O jogo continua”, e dessa vez a coletânea é aberta a todos os autores lusófonos que querem contar suas histórias do grande detetive.

Agora é sua vez de colocar Sherlock Holmes em situações complicadas, perigos mortais e crimes misteriosos. Ponha a imaginação para funcionar, chame a Senhora Hudson, peça seu chá e seu melhor cachimbo (mas lembre-se que fumar causa câncer: faça bolhas) e escreva seu pequeno clássico, daqueles que fariam o fantasma de Sir Arthur Conan Doyle coçar os bigodes de orgulho. Sherlock Holmes nas ruas de Salvador investigando o sumiço do filho de um rico fazendeiro, cheio de elementos do candomblé. Sherlock Holmes e sua própria investigação sobre Jack o Estripador. Sherlock Holmes contra os cultistas de Yog-Sothoth. Sherlock Holmes e a grande aventura na China em busca do pequeno Buda. Sherlock Holmes, Bentinho e Capitu. Sherlock Holmes e o terrível plano de preservação da mente do professor Moriarty. Sherlock Holmes e Irene Adler contra a deflagração de uma Guerra Mundial em 1899. Reinvente-o, torça suas convenções, coloque-o em situações inesperadas. Seja original. Seja ousado. Mostre o seu Sherlock Holmes.

Resumo

AntologiaSherlock Holmes – O jogo continua

Organizadores: Marcelo Augusto Galvão e Cirilo S. Lemos.

Conteúdo: Histórias de mistério, aventura e – por que não? – ficção científica, steampunk, fantasia e gêneros correlatos, que sejam fiéis à essência de Sherlock Holmes e seu universo, tendo o detetive como personagem principal ou como elemento importante. Como uma exceção às regras da Editora Draco, Sherlock Holmes é um personagem que já se encontra em domínio públicoNão há direitos autorais protegidos para a obra de Sir Arthur Conan Doyle, então referências a fatos do cânone e a personagens conhecidos do universo de Sherlock Holmes são permitidos e encorajados.

Formato da submissão: Arquivo .rtf com negritos e itálicos aplicados.

Contrato e pagamento de direitos autorais: Como todas as coletâneas da Editora Draco, não há cobrança nem obrigação de aquisição de exemplares aos autores. Os autores têm sempre desconto de 40% para adquirir exemplares e revendê-los, caso queiram. Além disso, a porcentagem de 15% do faturamento das vendas será dividida entre os autores e organizadores como forma de remuneração.

Limites: 4.000 a 8.000 palavras (não confundir com toques ou caracteres).

Remessa para: editoradraco@gmail.com com o título do e-mail “[SHERLOCK HOLMES 2] Nome do Conto – Nome do autor”.

Deadline: 30 de setembro de 2014.

Divulgação dos participantes: 30 de novembro de 2014.

0 Comentários

  1. Eduardo disse:

    Olá boa tarde!

    Ainda dá tempo de encaminhar o conto hoje ainda? Estou apenas revisando-o. Com certeza meu Sherlock modestamente falando, pode enriquecer a coletânea 🙂 .

    Grato,

    Eduardo.

  2. Tacilim Oréfice disse:

    Olá, boa noite. Acabe de enviar o conto para a antologia do Sherlock Holmes e recebi o e-mail de confirmação de recebimento, mas também descrevia para estar com todas as especificações que estão em “contatos”. Então… Por favor, gostaria de saber se é necessário a sinopse, com o gênero e seguir todas as especificações para o mesmo de “recebimento de originais”, ou, apenas o anexo do conto?

  3. Leo disse:

    Gostaria de saber se existe problema em modificar alguns elementos das história de Sherlock. Por exemplo caso a história seja narrada em terceira pessoa, ou que se exclua Watson como personagem, ou a história contada por outra pessoa que não os dois protagonistas… Há problema deixar de fora ou modificar alguma essência do clássico?

  4. Irine C. Syrogiannis disse:

    Prezados, não tenho certeza se este é o meio correto, mas gostaria de eliminar uma pequena dúvida que surgiu. É possível adotar elementos similares aos das obras atuais do Sherlock, como um Watson blogueiro?

    Grata e atenciosamente,
    Irine.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *