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Boy's Love: Escrevendo "Além da Fábrica", Rubem Cabral

Dizem que houve um tempo em que a Fábrica não existiu. Certamente isso ocorreu há tanto que não existem mais registros fósseis confiáveis, fora as lendas que muito discretamente passaram de boca em boca, modificadas um tantinho em cada relato impreciso. No entanto, diriam os mais sensatos que ela sempre existiu; que contribuiu em fornecer os pilares, os tijolos e demais componentes para erguer as extintas montanhas, para sustentar os continentes sobre o magma e reter os oceanos em seu devido lugar. Talvez não se fale do tempo de antes da Fábrica porque, afinal, os primeiros relógios foram em verdade feitos lá ou talvez mesmo o próprio tempo.

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Na época em que vi a chamada da antologia “Boy’s Love – histórias de amor sem preconceito” eu andava com uma ideia fixa em mente: experimentar escrever algo surreal, com um toque de ficção weird.

Explico: eu sempre fui um fã incondicional de FC hard, e quase tudo o que havia escrito até então era baseado na extrapolação de coisas reais ou, em outras palavras, era factível. Eu tinha certa limitação cartesiana de somente criar mundos possíveis, eu não me permitia grandes voos de imaginação fora dessa “prisão do real”.

Além disso, eu queria uma história bonita de amor e personagens com os quais pudéssemos nos conectar e identificar. Não queria necessariamente personagens com orientações sexuais pré-definidas, por crer que o amor de verdade não tem sexo. Amamos pessoas e o seu sexo biológico é mero detalhe – ainda que tenhamos preferências. O desafio a que me propus foi então: dar vida a bons personagens e usar de sentimentos reais em um mundo aparentemente impossível.

Creio que consegui atingir tais objetivos com “Além da Fábrica”. Conhecemos a história da paixão inesperada entre dois operários, colegas de trabalho. Um crente nos dogmas de sua sociedade e o outro um jovem contestador. Um conformado com sua rotina e outro, um sopro de novidade e de alegria de viver.

Mas como descobrir a verdade numa sociedade erigida sobre mitos e mentiras para obstruir nossa visão? E o que fazer ao se lidar com tal verdade? E se ela for tão inconcebível que nossas mentes não possam suportar?

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0 Comments

  1. Tanko disse:

    Este conto é muito interessante, tem um clima que me lembra alguns dos meus clássicos favoritos da ficção científica.

    Não conhecia os outros trabalhos do autor… achei o texto tão bem acabado e com umas frases tão marcantes que tive até um pouco de medo de estar escolhendo um plágio ou algo assim, ahahaha. (como descobri que era mesmo um original é um segredo que levarei pra tumba)

  2. Melissa de Sá disse:

    Oh, fiquei curiosa. Costumo gostar bastante de coisas doidonas assim. 😉

  3. Karen Alvares disse:

    Gostei bastante do clima distópico desse conto. O mistério envolvendo a fábrica, toda a ambientação foram bem envolventes. =)
    Também acho que rende uma história maior! 😉

  4. Fabio Baptista disse:

    Boa, Rubem!

    Gostei do trecho em destaque.
    Esse cenário parece que pode render uma história muito maior, hein?!

    Abraço.

    • Rubem Cabral disse:

      Fala, Fábio! Pois é, tem umas doidices muito interessantes no conto. Acho que me inspirei num seriado de FC antiquíssimo que vi uma vez ainda nos tempos do VHS: “The Starlost”.
      Certamente daria para ampliar e até se escrever um romance inteiro ambientado na Fábrica.

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