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#ContosdoDragão: Athelgard, um universo em expansão

athelgardUma das coisas mais legais quando se cria um universo fantástico é a sua incrível capacidade de expansão. Em qualquer parte, a qualquer momento, podem surgir cenários, personagens e ideias, seja de forma espontânea – aquelas luzinhas que se acendem de repente em nossa cabeça – seja porque você, nesse ofício que está longe de ser 100% inspiração, decidiu explorar melhor determinado tema, ir ao encontro do que seu público solicita e, com sorte, ampliar um pouco mais seu círculo de leitores.

Com Athelgard, isso vem acontecendo há vários anos, mas se tornou mais frequente após a publicação de O castelo das águias. Os comentários, as críticas e as reflexões feitas a partir disso vieram se somar ao desejo que eu já tinha de escrever histórias passadas nesse universo, mostrar lugares novos e principalmente aprofundar as histórias dos personagens secundários, os quais – reconheço – quase sempre aparecem de forma muito superficial naquele primeiro livro.

Os contos que estão sendo publicados agora refletem essa preocupação. Seus protagonistas não são Anna de Bryke ou Kieran de Scyllix, mas aprendizes da Escola de Artes Mágicas e o professor de Música que, no livro, não mostra muito mais do que uma tendência à bisbilhotice. Além dessa mudança de ponto de vista há, acredito, uma pequena variação no estilo narrativo, além de uma completa mudança de gênero no conto de Urien, onde o mistério e não a Magia é o que permeia a narrativa.

Um estranho equinócio, Ana Merege

De fato, Um estranho equinócio é minha primeira incursão no conto investigativo, acompanhando o mestre de Música do Castelo das Águias em seu esforço para descobrir o suspeito de um crime (ou pelo menos sua intenção). Com seu agudo senso crítico e capacidade de observação, Urien foi o personagem que me veio à mente no exato momento em que decidi me aventurar no gênero, e espero que a repercussão deste conto me anime a criar outras narrativas de mistério.
O fogo interior, Ana MeregeO fogo interior é sobre Razek, um aprendiz da Escola de Artes Mágicas que todos descrevem como “um garoto cheio de raiva”. Seu principal talento é o manejo do fogo, que, contudo, ele só controlará devidamente quando conseguir o domínio de si mesmo. Razek é um personagem apenas citado no livro, mas que cresceu enormemente dentro do escopo da série, e é provável que novos contos venham mostrar suas aventuras no Castelo e seu futuro como mago e mestre do elemento fogo.

Em nome de Thonarr, Ana MeregeEm nome de Thonarr, por fim, é centrado em Padraig, um dos aprendizes que mais se destacam no livro “O castelo das águias”. Profundamente religioso, mas também  curioso a respeito de Magia, Padraig se inquieta por não conseguir conciliar pensamentos e desejos aparentemente conflitantes, até o momento em que surge um catalisador… dos céus, por assim dizer.

Estes contos, assim como muitos outros, foram escritos pensando nos leitores do Castelo e de suas sequências, a primeira das quais deve sair no primeiro semestre de 2014. Espero que eles tragam informações complementares a quem já leu e ficou pensando nas histórias que sempre existem nas entrelinhas – e, ao mesmo tempo, torço para que atraiam cada vez mais pessoas interessadas  em conhecer o universo de Athelgard e suas sagas.

0 Comentários

  1. Melissa de Sá disse:

    E a minha lista de leituras só aumenta… Com certeza são próximas aquisições. Gosto de conhece r outros ares de Athelgard…

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