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Super-Heróis: Um bate-papo com Luiz Felipe Vasques, autor de “O Grande Golias”
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Super-Heróis: Um bate-papo com Dennis Vinicius, autor de “A última aventura do Pardal Mecânico”

Tirei um martelo da gaveta. Ele e a chave de fenda deveriam bastar. Batidas depois, gritei e joguei o martelo dentro da pia. A chave de fenda fincou-se na parede como um dardo no alvo. O pote dos infernos parecia rir de mim, juro. Precisava me acalmar. Aquilo era apenas um vasilhame de vidro com tampa de alumínio, não um inimigo vindo da quinta dimensão.

 

Voltei à sala e olhei para a prateleira com as medalhas e troféus. Sim, claro, onde o Ernesto falhou, o Pardal Mecânico triunfaria…

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O que você curte nos super-heróis?

Gosto de me imaginar na posição deles, com os poderes e recursos que dispõem. Divago sobre como seria minha vida no mundo real se eu tivesse a vantagem de voar ou ler mentes, e o que eu conseguiria resolver de problemas. Vejo e leio notícias ruins todos os dias, muitas delas são impossíveis de serem solucionadas a curto prazo pelo homem comum. Nesses momentos, imagino como um deles resolveria a situação.

Como foi escrever para uma coletânea sobre super-heróis, mas tendo essa questão da identificação luso-brasileira?

Cresci lendo gibis da Marvel e DC. Meu primeiro livro, “A Grande Criação de Nicolas”, possui um super-herói. A maioria das histórias que crio acaba vergando para esta temática. E como disse na questão anterior, gosto de imaginá-los atuando na realidade, ou seja, no Brasil. É necessário um filtro diferente para o super-herói brasileiro. O estereótipo de inimigo daqui é quase o oposto ao do americano. A visão que temos do sistema – governo, polícia, mídia, ricos – é bem diferente, e, portanto, para construção das histórias, requer outras abordagens e características que, espero, ter conseguido com o Pardal Mecânico.

Das ideias que você poderia ter, por que o Pardal Mecânico?

Este foi um dos primeiros contos que escrevi e com maior veia humorística. Considero, até então, meu melhor conto de super-herói, por isso sua escolha para a coletânea. Não sei bem como surgiu o Pardal Mecânico, mas creio que ele seja a soma de três personagens: O Coruja, de Watchmen, o Professor Pardal, da Disney e aquele personagem de seriado dos anos 1980, O Super-herói Americano. Creio que hoje, ele estaria velho e gordo, como o Pardal.

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