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Super-Heróis: Um bate-papo com Pedro Vieira, autor de “Ascensão e cancelamento do mais infame supergrupo de heróis da Terra”

Eles concluíram que tudo aquilo acontecera da maneira como sempre acontece nos quadrinhos – por acaso. Marcos não acreditava em destino e essas merdas de quem compra cristais e duendes de Durepox. Mas ele tinha que admitir que era outra puta coincidência o planeta ter sido invadido por alienígenas na semana seguinte, pondo seus recém-adquiridos poderes à prova.

 

Rechaçada a armada extraterrestre, eles ousaram cogitar que os poderes iriam embora e assim retomariam suas vidas normais. Trabalho, faculdade, bar, não pegar ninguém nas festas, o de sempre.

 

Mas não.

CROPgrupo infame

O que você curte nos super-heróis?

Colantes coloridos, sidekicks mirins e piriguetes com uniformes minúsculos. Mas, errr, falando sério, o gênero super-heróis é por definição uma amálgama de gêneros – o autor pode transitar pela FC, fantasia, horror, policial, humor e etc., e ninguém vai sequer registrar essa ‘esquizofrenia genérica’, basta saber dar o ‘tom’ adequado. Poucos gêneros são tão flexíveis nesse sentido.

Como foi para você escrever para uma coletânea sobre super-heróis, mas tendo essa questão da identificação luso-brasileira?

Essa é uma questão que, mesmo de maneira involuntária, eu iria acabar abordando, ainda mais em um gênero tão ‘gringo’, como super-heróis, e ainda mais escrevendo uma paródia. Trouxe os personagens para um cenário mais ‘boemia carioca’ (bom, não precisei fazer muita pesquisa nesse sentido…), embora a maior parte dos intertextos esteja referenciando às HQs da Marvel e DC – e eu não me envergonho de acompanhar HQs de super-heróis ‘mainstream’ até hoje, leio Marvel compulsivamente.

Das ideias que você poderia ter, por que os 8-Bits?

Eu criei um grupo de heróis (os ‘8-Bits’) com poderes teoricamente inúteis (e na prática inúteis também, rs). A ideia era se perguntar:

“Bom, você é bombardeado por raios cósmicos ou whatever, o que garante que, dentre todas as possibilidades aleatórias de recombinação de DNA e o diabo, você vai ganhar uma supervelocidade da hora ou raios de plasma maneiríssimos? E se o seu poder não fosse algo tão, impressionante, ia dar para salvar o mundo?”.

E o mais interessante foi usar essa premissa pra transgredir o formato de conto, tentando refletir a serialização quase infinita (muitas vezes cheia de percalços e equívocos) das HQs ‘mainstream’, onde o ‘fim’ só é realmente definitivo quando o título (a marca) deixa de vender.

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