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Super-Heróis: Um bate-papo com Alex Ricardo Parolin, autor de “Novo herói na cidade”

Ordens são dadas e ouço passos descendo as escadas. Eles estão vindo ao meu encontro! Sem os vigias lá na frente, talvez eu tenha mais sorte se atingir o terceiro andar por fora. Assim que tento sair, sou recebido por uma saraivada de balas vinda das janelas. Os miseráveis têm uma submetralhadora! Os passos na escada estão cada vez mais próximos. Vou até o quadro de energia, oculto na parede atrás da porta quebrada e corto todos os fios. Lanço uma esfera de fumaça assim que o primeiro capanga aparece no pé da escada. Envoltos em fumaça e na completa escuridão, eles estão cegos e perdidos.

 

Mas eu não. Se isso fosse um filme, esse é o momento em que tudo fica em câmera lenta.

CROPUm novo herois na cidade

O que você curte nos super-heróis?

Coleciono quadrinhos desde os 15 anos. Só tive uma pequena pausa agora, quando mudei pro meu novo apartamento e tive que me desfazer de boa parte da coleção (doeu o coração, snif… snif…). Acredito nesse “mito heroico” que nos impulsiona a fazer o algo mais, essa dedicação, esse esforço extra que os heróis fazem. Acho que isso deixa o universo dos quadrinhos (e a nossa vida) muito mais legal.

Como foi para você escrever para uma coletânea sobre super-heróis, mas tendo essa questão da identificação luso-brasileira?

Não foi fácil. Não há uma identificação de super-herói que seja fora dos EUA e os que existem são casos bem raros. Mesmos os heróis brasileiros que foram criados, fizeram sucesso há muito tempo e não são lembrados por muitas pessoas. Falo disso no meu conto. Por isso tive que ambientar a história em uma cidade que se parecesse americana em vários aspectos e que eu pudesse conhecer o ambiente. Por isso a escolha de São Paulo. Uma vez selecionado o cenário, precisei pensar qual herói se encaixava melhor nele e misturei os dois.

Das ideias que você poderia ter, por que o Vulto?

Queria um personagem que pudesse ser “real”. Não queria homens disparando raios dos olhos ou mulheres de outro planeta que levantam carros. Pensei em um cara que, com o treinamento, dinheiro e apoio certo, poderia se tornar um super-herói. Sim, estamos falando do Batman, mas minha primeira inspiração veio do Coruja de Watchmen. Tanto que a descrição do traje do Vulto é bem parecida com a do Coruja.

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