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Dragões: Escrevendo “Um dragão no porão”, Eduardo Barcelona Alves

Havia um dragão em nosso porão.

 

Eu o vi pela primeira vez assim que nos mudamos para lá, exatamente no primeiro dia na casa nova. O caminhão de mudanças estava parado na frente da casa, as enormes portas traseiras abertas e caixas empilhadas cobrindo toda a extensão da calçada. Meu pai não gostava de me ver de mãos vazias, portanto mandou que eu pegasse uma das caixas e a levasse para o porão. Foi quando o vi.

 

Para ser honesto, vi apenas um par de olhos âmbar brilhando no canto mais distante do porão, ao lado do antigo aquecedor central. Eles queimavam na escuridão, mas não iluminavam nada ao redor.

 

Não fiquei para descobrir mais.

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Assim que acabei de ler a descrição da proposta para a Dragões, a imagem de um garoto na frente de um dragão enorme surgiu em minha mente. Mas tudo em volta era uma escuridão. Portanto, a pergunta que me perseguiu por certo tempo foi: Onde ambientar essa imagem?

Gosto muito de fantasia, mas não acredito que poderia ter escrito algo nessa linha sem cair em inúmeros clichês, portanto uma caverna, por exemplo, estava fora de cogitação. Foi tentando escapar da fantasia medieval que me veio o título “Um Dragão no Porão”. Só me restava descobrir o que diabos um dragão estaria fazendo num porão.

Foi aí que pensei no que mais admiro em Stephen King: pessoas normais, vivendo suas vidas normais –– ou com problemas normais ––, só que envolvidos em situações absurdas. E assim, pouco a pouco, o conto foi tomando forma.

Como as casas aqui no Brasil não costumam ter porões, e para escapar do clichê de fugir para os Estados Unidos, resolvi levar esta família problemática para Espoo, na Finlândia. Sempre admirei toda a cultura finlandesa ­­–– apesar de não ter tido a chance de visitar o país ainda ––, portanto foi natural que escolhesse alguma cidade finlandesa e Espoo foi escolhida aleatoriamente, apesar de achá-la muito bonita. Sendo assim, o nome da professora não poderia deixar de ser uma pequena homenagem à ex-vocalista do Nightwish, uma das minhas bandas finlandesas favoritas, Tarja Turunen.

Escrever em primeira pessoa me veio naturalmente e num primeiro instante não me ocorreu como terminaria a história. Fui apenas deixando os acontecimentos avançarem. Conforme ia acrescentando detalhes, me veio a ideia de não ter um final muito convencional, deixando o leitor tomar suas próprias conclusões sobre o destino final do protagonista.

Espero que gostem do conto, pois eu gostei muito de tê-lo escrito.

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