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Brasil Fantástico: Escrevendo “Entre conspirações e monstros mitológicos”, João Rogaciano
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Brasil Fantástico: Escrevendo “A mula do cavaleiro neerlandês”, A. Z. Cordenonsi

Mal passara um mês quando Zé Tropeiro retornou à Vila, chegando-lhe nos limites perto do meio-dia. Infelizmente, a atmosfera que lhe esperava confirmava os seus piores temores. Não havia vivalma nas vielas e, mesmo na Rua do Comércio, poucos eram os que circulavam abertamente sobre o céu, e, os que faziam, não cumprimentavam os seus vizinhos, a cabeça abaixada, os passos firmes e a tensão presente no ar como uma bruma densa, porém invisível.

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A Mula do Cavaleiro Neerlandês surgiu de uma premissa bem pontual. Quando fiquei sabendo da coletânea e percebi que os editores buscavam (re)contar o folclore nacional, resolvi pesquisar um pouco a concepção das lendas e me detetive nesta definição, que retirei da Wikipedia:

“Lenda é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. Como diz o dito popular Quem conta um conto aumenta um ponto, as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração, sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas.”

É bem conhecido que as lendas podem se originar da interpretação errônea de fatos passados. Acontecimentos comuns, com o passar dos tempos, são reinterpretados e recebem novas  “tintas”. A deturpação da história comum é o embrião da lenda fantástica.

Mas e se os fatos não fossem comuns?

Acontecimentos inexplicáveis e fantásticos poderiam gerar novas lendas?

Foi com este mote que escrevi o meu conto. Eu queria explorar a percepção das pessoas frente aos acontecimentos fantásticos, o seu entendimento frente ao desconhecido; afinal, a tradição oral nasce da história sendo contada e recontada.

Escolhido os meus personagens fantásticos, me detetive na ambientação. Criei um assentamento holandês fictício no Rio Grande do Sul e inseri na colônia um elemento estranho àquelas paragens: um comerciante, escravo alforriado, cujo ponto de vista é explorado em boa parte do texto.

Interessado?

Então, desventure-se com a macabra história de Zé Tropeiro!

Quer ler esse e outros contos da coletânea Brasil Fantástico – Lendas de um país sobrenatural Acesse: editoradraco.com/2013/06/15/brasil-fantastico-lendas-de-um-pais-sobrenatural/ e garanta o seu exemplar!

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