A Bienal do #AnodoDragao
agosto 23, 2012
AMANHÃ – Lançamento "Space Opera – Jornadas Inimagináveis em uma Galáxia Não Muito Distante"
agosto 31, 2012

Erótica Fantástica v. I – Trechos deliciosos da coletânea mais gostosa do ano

Está chegando a hora! O Erótica Fantástica v. I está chegando. #NaMesadoEditor foi muito apreciado pelos leitores que gostam de erotismo feito com cuidado, sem preconceitos ou amarras. E o maior recheio do livro, os contos, claro, estão deliciosos. Melhor mostrar do que falar, então curta sem censuras um pouco de cada um dos textos que compõem a coletânea. Comente o que achou por aqui, no Facebook ou no Twitter. E se ainda não reservou o seu, aproveite, a pré-venda está acabando e está com quase 30% de desconto com frete incluso para todo o Brasil.

A Melhor Trepada da Cidade

Camila Fernandes

A profissional removeu uma a uma as peças de roupa do próprio corpo e do dele. A não ser pela respiração cada vez mais forte, os batimentos cardíacos acelerados, o cliente ficou imóvel, submerso no redemoinho de carícias molhadas, vigorosas, incansáveis. Seu ego era afagado e crescia junto com o quinto membro, proporcional à sua altura e razão do seu orgulho. As meninas que o desprezaram por ser tímido — Ah, se elas soubessem o que perderam…

 

Botão de Rosa

Erick Sama

Reclamei que meus seios estavam apertados e, ao afrouxar um pouco o corselete, senti seu abraço por trás quando os tocou. Virei assustada e, antes que pudesse protestar, senti um aroma intenso de flores e o toque de uma língua pequena como uma pétala macia e úmida me fazendo cócegas, me fazendo sorrir, me fazendo corar e engolir qualquer vontade de pedir que parasse. Mas ela parou, rápido demais. E me ajudou com o vestido rosado e rendado para que eu pudesse me apresentar aos convidados que já estavam no salão. Meu cabelo bem amarrado e enrolado num belo coque, penas vermelhas enfeitando os lados das minhas bochechas cheias de ruge e sardas. Minha boca manchada.

 

Conto Pseudo-Erótico de Fantasia com Fantasias

Felipe Castilho

Desde que me tornei motel, com esse “M” do letreiro vermelho parecendo muito com um “H”, continuo vendo muitas situações similares às de meu tempo como banco. Os clientes continuam saindo daqui fodidos (Foder é palavrão? Se sim, desculpe. Falam isso o tempo todo aqui, você sabe.), e ainda continuam pagando por isso. E se você acha que esse é um comportamento estranho, mal pode imaginar tudo o que já testemunhei.

 

A Cópula dos Devoradores de Mundos

Estevan Lutz

Um súbito disparo de matéria no estado plasmático originou-se no ponto de anomalia de Alfa. Milhares de esferas caudatas, semelhantes a cometas, com diâmetro aproximado de 1.700 quilômetros, e temperatura de superfície de 7.000°C, viajam, agrupadas, em direção a Beta, a 1.400 km/s.

Acelero em direção ao agrupamento dos pequenos corpos plasmáticos. Entretanto, em virtude de minha distância, não atinjo uma proximidade razoável para efetuar uma análise pormenorizada. Depois de uma hora de viagem, as bolhas plasmáticas atingem a zona central da linha longitudinal de Beta.

Presumo que testemunhei um ato de acasalamento de proporções cósmicas.

 

Dança de Shiva

Rubem Cabral

Então, sua pele alva tornou-se negra como ébano e depois dourada. Seus olhos explodiram em cores, feito um caleidoscópio lisérgico. Ventosas em seu abdome se agarraram tenazmente à minha cintura enquanto sua língua agridoce brincava em minha boca. Dentro de Nataraja, eu percebia a massagem de músculos fortes, tentáculos carinhosos diminutos, fluidos e calor. Ah, um calor quase cruel, capaz de provocar sensações impossíveis, agonizantes até, de tão prazerosas. Sensações intensas, capazes de me fazer suplicar pelo fim daquele martírio delicioso e, ao mesmo tempo, de matar quem nos ousasse interromper. Por fim, já no limite das minhas forças, seu gemido rouco fez os vidros das janelas vibrarem e meu coração pareceu arrebentar no peito. Minha cabeça pendeu e desfaleci, exausto como nas cinco vezes anteriores naquela noite.

 

Ilha dos Amores

Ana Cristina Rodrigues

Vaz de Castro estava deitado nu perto do leme. Entre suas pernas abertas, uma sereia lambia seu membro. Outras duas lambiam seus mamilos e ele fazia o mesmo com uma quarta criatura. Mais avante, um marinheiro era montado por uma delas enquanto sugava o seio de outra. Noutro canto, três homens se divertiam com uma mesma sereia.

— Criaturas obscenas, o que acham que estão fazendo aqui? Nós somos um navio do Imperador lusitano! Vocês não podem nos tratar assim!

— Será que não, homenzinho? Vocês invadiram nossos domínios. Diante disso, estamos apenas lhes dando as boas-vindas. Faz tanto tempo que não recebemos visitas…

 

Glicínias Suspensas

Antonio Luiz M.C. da Costa

Ela se levantou, semicerrou os olhos, sorriu, fez um meneio lânguido e lambeu os lábios. Nada mal, pensou Tós-sió, que não se iludia sobre a precariedade dos próprios atrativos. Aproximou-se, fechou os olhos para abraçá-la e beijá-la. Tós-sió sentiu o toque carinhoso das mãos jovens nas costas, a língua fresca na sua boca, a agradável pressão do corpo da moça contra o seu.

Se não era um beijo apaixonado, era uma boa imitação. Cravou-lhe as unhas no traseiro da moça, que pareceu aceitar com gosto, balançando os quadris. Sem esperar nova ordem, meteu a mão dentro de suas calças para acariciá-la intimamente. Tós-sió aprovou a iniciativa com um suspiro. Encorajada, a moça lhe beijou o peito e desceu, devagar. Sugou-lhe os seios frouxos. Ajoelhou-se, baixou-lhe as calças sem pedir licença e começou a beijá-la em torno da vulva, como quem se aproxima lentamente do alvo. Tós-sió sentiu-se zonza e decidiu parar por ali, lembrando a si mesma que aquilo ainda era uma entrevista profissional.

 

Melhor Acompanhada

Adriana Simon

Os hormônios da gravidez realmente mexeram comigo. Antes reservada e controlada, agora eu sentia as emoções à flor da pele. Um dia, eu estava chateada e tive que correr para meu camarote para não chorar na frente de todos. Lamai veio atrás de mim. Conversamos bastante tempo, mas não consegui me acalmar. Quando me abraçou, eu não quis mais soltar. Precisava desesperadamente de carinho. Depois de vários minutos, ela finalmente se afastou, olhou nos meus olhos e disse que eu não estava mais sozinha.

Esbocei um sorriso e fui surpreendida com um beijo. Foi a primeira vez que beijei uma mulher. Seus lábios eram carnudos e macios. Lamai beijou então meu rosto sobre as lágrimas que haviam corrido pouco antes. Levantou minha blusa e beijou meus mamilos delicadamente. Em instantes nos despimos completamente. Sua pele morena fez um contraste lindo com a minha mais clara. Desajeitada, tentei acariciar seus seios pequenos e firmes.  Ela me afastou com delicadeza.  Pôs-me deitada e disse para eu relaxar. Beijou minha barriga grande de cinco meses e aos poucos foi descendo para os meus quadris e meu púbis. Agora soltos, seus longos cabelos negros se esparramaram sobre minha barriga. Sua língua quente lambia meu clitóris. Deslizei os dedos por seus cabelos, agarrando-os pela raiz. Lamai introduziu o indicador na minha vagina e o moveu ritmicamente, coordenando com os movimentos da língua. Fazia anos que eu não tinha relações com ninguém e não tardou para que eu atingisse o clímax, puxando seus cabelos. Lamai sorveu meus sucos com prazer.  Então tornou a subir e, com um sorriso, beijou minha boca, sua língua agora brincando com a minha.

 

Memórias de Alto-Mar

Filipe Cunha e Costa

Uma sereia. Estava a beijar uma sereia.

Não acreditas, avô? Também não quis acreditar na altura, mas é verdade! O mesmo mar em que hoje me encontro a escrever estas memórias foi aquele que, mais de meio século atrás, levou uma sereia até à praia onde eu me encontrava nesse dia. Era tão bela a criatura! Observei o serpentear da sua cauda comprida (à falta de melhor designação), com as suas escamas verde-claras e azul-marinhas mesmo à minha frente, e a nadadeira da sua extremidade, em forma de coração, quase transparente de tão fina que era. Quando seus lábios se descolaram dos meus, o medo que até então tinha estado presente tanto nos meus olhos como nos dela perante aquele encontro tão absurdamente fortuito se dissipou totalmente. Tinha uma sereia diante de mim, que me beijara de livre vontade. Nesse momento, só uma coisa me passava pela cabeça: tê-la só para mim!

 

A Mulher Imperfeita

Daniel Dutra

Não era a primeira vez que Gustavo Moraes se encontrava naquela situação. Mas aqueles foram outros tempos, antes da administração do hospital intervir. Gustavo sabia que não conseguiria o que desejava de Carine.  Entretanto, o plantão médico pode ser muito tedioso para um homem solitário. O desejo sexual de Gustavo era tão intenso que se sobrepunha à capacidade de aceitar os fatos, dando-lhe uma faísca de esperança ilusória e impedindo o doutor de aceitar o fato de que desta vez, ao contrário das anteriores, não teria aquilo que tanto desejava de Carine.

— Carine, quero que você tire a roupa e se deite na mesa de exames.

A enfermeira levou suas mãos até o botão no topo da blusa, que expunha seios fartos exuberantes e, quando tudo indicava que estava prestes a obedecer, de repente afastou as mãos das roupas.

— Sinto muito. Não tenho permissão para executar esta ação. — Carine explicou com face gélida e um tom de voz impessoal que nada lembrava o jeito dócil da enfermeira momentos atrás. — Para maiores informações, entre em contato com a administração. Obrigado.

— Porcaria! — O doutor esbravejou em voz alta. — Maldita hora que a administração do hospital colocou essa droga de bloqueio nas ginoides.

 

Portal para o Paraíso do Amor e Prazer

Sandra Pinto

Não consegui evitar o gemido com a sensação das mãos dele na minha pele, os mamilos já estavam duros como pedra. Eu nem sequer usava sutiã. Arqueei os quadris e me esfreguei nele enquanto gemia com as carícias de sua língua na minha boca e as carícias de suas mãos em minha pele e no meu mamilo. Apertou-o com força, causando uma dor que provocava uma onda de prazer no meu baixo ventre, deixando-me inteiramente molhada entre as pernas.

Comecei a acariciá-lo, passei as mãos em seu tórax musculoso e bronzeado, meus dedos percorriam as linhas da tatuagem que seguiam até os ombros. Risquei-lhe suavemente as costas com as unhas. Ele se arqueou e interrompeu o beijo. Olhou-me por segundos e me tirou a camisola. Rapidamente desceu para o meu pescoço e me lambeu.

Soltei um gemido gutural quando senti os caninos afiados roçando a pele, seguidos pela língua áspera, do pescoço até ao mamilo. Quando me mordeu delicadamente, finquei-lhe as unhas nos ombros e ele grunhiu. Não aguentava mais as preliminares, queria-o dentro de mim.

 

Santíssima Magdalena

Lídia Zuin

Ao redor da dupla, formou-se um semicírculo de curiosos. Homens ajeitavam o volume nas calças, pigarreando para disfarçar o deslize. Já as mulheres se continham em cochichos e risos agudos, perdendo-se em limiares de repulsa, inveja e desejo. Mag encaixava os lábios grossos entre os peitos da outra, pressionando-os com as mãos de dedos finos e compridos, alongados por unhas postiças. Corria a língua pela região do colo, até retornar aos lábios de Valkyrie, sufocando-a em sua soberania. Tristan vigiava de não muito longe, mantendo-se silencioso e entretido com as estatísticas. A morena mergulhava as mãos no espaço entre o tecido e a cintura da ruiva, afinada por tight lacing. A música fluía em batidas lentas e salpicadas por arpejos de sintetizador. A luz branca piscava oca e sequencial, recortando os movimentos das duas que manchavam o rosto num beijo exagerado em batom rubro. As mãos de Mag ignoravam os limites do pudor e dedilhavam os gemidos arrancados da boca da outra. O público sorria com os olhos e despejava berros e assovios silenciados pelo som ambiente. Bocas se escancaravam e punhos fechados se erguiam, comemorando a seminudez do casal que, pouco depois, seria surpreendido por um apagão geral. Se antes a música encobria as vozes, agora estas preenchiam o breu inesperado. Valkyrie estendeu o braço, tentando agarrar Mag, mas seus dedos se trançaram no ar.

 

Para Agradar Amanda

Gerson Lodi-Ribeiro

Quando imagino o que aquela boca sensual, os lábios maravilhosos, os dentes e a língua depravada poderiam fazer comigo, se eu tivesse a coragem necessária para deixar…

Não.

É melhor parar por aqui.

Até porque sempre acabo misturando tudo.  Os lábios carnudos fazem parte do seu mimetismo humano.  A língua comprida, áspera, irresistível é outra coisa.  Faz parte da natureza verdadeira da minha amada.

Olha só pro meu braço.  Cara, me arrepio todo quando penso no que a boca de Amanda é capaz de fazer.

Sobretudo, ali.

Tá certo.  Tudo bem, eu sei que é besteira,que ela me ama, que jamais me faria mal. Pelo menos, não se puder evitar.

Porém, mesmo assim, sinto medo.  Não adianta.  É mais forte do que eu.

Olha, amigo, faço questão de deixar bem claro: não é que nós não transemos.  Transamos e muito.  Lógico!  Afinal, do que adiantaria namorar uma loup-garou linda, cheirosa e apaixonada, se eu não conseguisse transarcom ela?

 

 

Robodisatva

Cirilo S. Lemos

Seus olhos deslizaram lentamente para a RBS/TL (código de série ao qual, num arroubo de solidão, acrescentara dois pares de vogais para formar um nome: Rubistela, R-U-B-I-S-T-E-L-A, sua puta de silício, sua amante de plástico, seu depósito de porra). Ela estava imóvel, a carinha de safada que ele se esforçara para criar com canetas permanentes cobrindo o sorriso monótono de fábrica. Otis a vestira com uma fantasia de empregadinha, comprada numa sex-shop online por noventa e nove centavos. Por baixo da minissaia preta, a luz da bateria sendo recarregada piscava e piscava.

Piscava.

Piscava.

Piscava.

— Rubistela… — Sussurrou.

 

 

Sexo de Água, uma Mutação Tentadora

Valentina Silva Ferreira

Sem explicações, a criatura percebeu que aquele seu objeto estranho era, nada mais, nada menos, que a chave da fenda cor-de-rosa que a humana guardava entre as pernas e, por isso, calculou o ângulo e abriu a porta, sentindo no seu corpo uma sensação de glória. Entendeu, nesse momento, que o corpo humano está interligado por sentimentos. Seu objeto estranho, duro e descontrolado, conhecia o interior de Sabrina e o humanoide sorriu. Seus olhos penetravam os da garota e ele era capaz de dissecar, uma por uma, as sensações que ela sentia.

 

Fêmea Humana

Sid Castro

Esquecendo toda inibição e o perigo do outro lado da nave, a garota puxou o robô humanizado sobre si, deixando que ele a despisse dos restos de seu uniforme. Peri empregou boca, língua e dedos para explorar o corpo de Cecília, arrancando gemidos e suspiros de prazer com cada movimento habilidoso. Sua boca úmida sugou os mamilos da jovem, intumescidos e arroxeados, em contraste com o tom mais pálido de sua pele. Sua boca foi subindo pelo pescoço dela, languidamente exposto, fungando a pele arrepiada até chegar aos lábios densos da garota, que beijou com avidez.

Gemendo, Ceci enlaçou os quadris de Peri com as pernas torneadas, mal sentindo seu peso de robô enquanto ele, com a elegância de um atleta de nado sincronizado, deslizava por cima e dentro dela, num ritmo quase cronométrico.

— Cecília… — Ele sussurrou ao ouvido da amante. — Estou lhe dando prazer suficiente?

— Ceci… me chame de Ceci… — Ela murmurou entre um gemido e outro. — Sim… Não pare!

Não conseguiu falar mais nada, enquanto seu corpo todo mergulhava em orgasmos múltiplos. Os melhores de sua vida.

0 Comments

  1. Gostei do nome da namorada robótica do Cirilo. RU-BIS-TE-LA. 🙂 “Robodisatva” é uma sacada bem legal também.

    Ana Cris, releste Camões ou isso é Finisterra?

    Outros trechos bem legais também. Parabéns aos autores e muito sucesso com a coletânea!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *