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[Top 5] Rafael Lima

No romance Os Reis do Rio, de Rafael Lima, descubra uma distopia 100% carioca. O ano é 2189. Décadas após um holocausto nuclear,nada de maravilhoso restou na cidade de São Sebastião. A monocromia substituiu a exuberância natural. A insipidez, o charme das ruas. A apatia, a vivacidade dos cariocas. Mas ainda há esperança. Ao menos para William Costa. Quando seu irmão Edu é sequestrado pela Radius, organização soberana da cidade, o mulato deixa seu bairro-caverna para resgatá-lo. Em sua companhia segue Lia, namorada de Edu, e Ulysses, um tiziu implacável. Seu destino: a cidadela de Iraputã, coração da Radius. Lá, respostas que vão além do paradeiro de Edu os aguardam, revelações sobre o passado e o futuro do Rio de Janeiro e até mesmo do terrível mundo que habitam. Samba-dumps, robôs esquizofrênicos, rifles plasmáticos, harpias, caveiras, rádios clandestinas e uma batalha iminente pelas ruínas de um dos cartões-postais mais famosos de todos os tempos. Está preparado? Então seja bem-vindo ao novo Rio.

Os Reis do Rio, romance de Rafael Lima: distopia carioca

Os Reis do Rio será lançado em breve pela Editora Draco. Seu autor, Rafael Lima, é o participante da vez no nosso Top 5. Abaixo, ele fala um pouco de seu novo trabalho e lista cinco de suas influências. Sigam-nos os bons:

 

1 – Capitães da Areia, Jorge Amado.

Capitães da Areia, romance de Jorge Amado

Rafael Lima – Confesso que esse livro foi um dos poucos obrigatórios na escola que li e gostei. Era diferente dos outros, falava minha língua e seus protagonistas, além da mesma idade, tinham alguns desejos e problemas iguais aos meus (apesar de pertencerem à outra classe social, região e época). Eles se sacaneavam, brigavam e eram companheiros como o Rafael Lima aos quatorze anos e seus amigos. A maior diferença era que o Pedro Bala pegava todo mundo e eu, bem, eu não era o Pedro Bala.

O fato é que “Capitães da Areia” me marcou tanto que, quando o “Os Reis do Rio” começou a germinar, lembrei logo dos garotos abandonados de Salvador e suas aventuras, mesmo tendo lido o livro pela última vez uns dez anos antes.

Draco – Quais outros livros e autores lhe marcaram?

RL – Meu autor favorito é o Gaiman, junto com o Rubem Fonseca. Mas a melhor história é a de Watchmen. Outras obras importantes para mim são “Ensaio sobre a cegueira”, “O apanhador no campo de centeio” e “A guerra das salamandras”, de Karel Capek.

 

2 – Fallout 3 e Fallout: New Vegas

 

Fallout 3 e Fallout: New Vegas

RL – Jogos com enredos irretocáveis, para mim, top 5 da última geração de consoles. Uma aula de como se construir um cenário pós-apocalíptico complexo, abrigando uma enormidade de personagens e grupos com histórias, conflitos e aspirações interessantíssimos. Todos muito bem encaixados em um mundo com ar de ficção científica dos anos cinquenta e conectado à nossa época de forma bastante crível. Agradeço a Fallout 3 e Fallout: New Vegas por tantas inspirações para meu Rio de Janeiro do século XXII.

Draco – Geralmente, qual o grau de influência dos jogos de videogame na sua escrita?

RL – Razoável. Hoje, acho que grande parte dos escritores homens com trinta anos ou menos é, de alguma forma, influenciada pelos games. E isso é ótimo.

 

3 – Tropa de Elite

 

Tropa de Elite, osso duro de roer

RL – Um filme que impressiona pelo seu realismo e, sobretudo, “cariocidade”. Não foram por acaso suas milhares (milhões?) de cópias ilegais e os 11 milhões de espectadores de sua sequência. Tropa de Elite é tão verossímil que parece ter sido filmado por um cidadão comum que saiu às ruas para registrar a podridão que há décadas domina o poder público e com a qual ele precisa lidar diariamente, com sua paciência e jogo de cintura infinitos. Mas o que mais me serviu para o “Os Reis…” foi mesmo o Capitão Nascimento e seus “caveiras”. Heróis ou vilões, os caras simbolizam algo muito importante para os cariocas.

Draco – Na sinopse de “Os Reis do Rio”, há a palavra “caveira”. Tem algo a ver com o filme?

RL – Quem sabe? Dia 10/05 está quase aí. 😉

 

4 – 21st Century Breakdown, Green Day 

Green Day, 21st Century Breakdown

RL – Escrevi “Os Reis do Rio” ouvindo esse álbum que, embora não seja tão bom quando “American Idiot“, também tem músicas inspiradoras que falam, sobretudo, de amor e revolução. “American Eulogy” é uma delas, com a frase-chiclete “I don’t want to live in the modern world”.

Draco – O que você tem ouvido?

RL – Basicamente a mesma coisa há alguns anos: Green Day, Coheed And Cambria, U2, Oasis, Pearl Jam

 

5Final Fantasy VIII

Final Fantasy VIII

RL – Ok, “Final Fantasy VIII” e “Os Reis do Rio” não têm nada a ver. Mas eu precisava mencionar o jogo, afinal, ele foi o maior responsável por eu colocar no papel a ideia para o meu primeiro romance, “Aura de Asíris A Batalha de Kayabashi“. Sem ele, talvez “Os Reis…” nem existisse! Tudo bem, meio exagerado pensar assim, mas o fato é que tudo nesse jogo é inspirador, sobretudo o roteiro. Final Fantasy VIII merecia estar nessa lista.

Draco – Mas muitos dizem que o melhor Final Fantasy é o VII…

RL – Pois é, pena que eu nunca joguei o VII. Mas se tanta gente diz, não duvido.

 

Rafael Lima nasceu em 1986. É carioca, publicitário formado pela PUC-Rio e webdesigner. Autor do romance tecnofantástico Aura de Asíris – A Batalha de Kayabashi (2010), participa também da coletânea Fantasias Urbanas (2012). Flamenguista de coração, é fã de ficção especulativa em qualquer mídia. Seus autores favoritos são Alan Moore, Neil Gaiman e Rubem Fonseca. Twitter @raglima site www.osreisdorio.com.

0 Comments

  1. Edílson disse:

    “Gostaria de discutir sobre seu livro e saber se seu universo é tão interessante quanto você tão apaixonadamente diz.”

    O único jeito de fazer isso é lendo o livro, não concorda?

  2. Charles Oliveira disse:

    Detestei. Nada contra o autor. Mas a história em si parece chupada de uma porção de coisas que já se viram por aí. Mundo destruído após um holocausto? Bandos que vivem nas e das ruínas disso? Uma pena. Essa editora já lançou coisa muito, mas muito melhor mesmo.

    • Erick Santos Cardoso disse:

      Olá, Charles! Uma pena que não tenha curtido, só vale lembrar que o Top 5 é uma forma do autor falar de suas referências enquanto escritor, não somente sobre as coisas que foram a base de seu trabalho como romancista. Obrigado pelo comentário.

      • Charles Oliveira disse:

        Comparando esse livro com outros publicados por vocês, me deu um nó na garganta. Acompanho seu trabalho desde o Imaginários (tenho todos) e aprecio muito seu trabalho. Esse é que não desceu. Desejo toda sorte do mundo e sucesso para o autor. Como disse, não tenho nada contra ele. Só não gostei dessa obra em específico.

        • Rafael Lima disse:

          Oi Charles!

          Não vejo problema algum em você não ter curtido a sinopse, mas como pode detestar a obra, considerá-la mais do mesmo, se ainda não a leu?

          Lhe peço um voto de confiança. Talvez você ache “Os Reis do Rio” menos ordinário do que parece e uma boa aposta da Draco, no final das contas.

          Abraço!

          • Charles Oliveira disse:

            Caro Rafael,

            Entendo sua posição. Como já disse, desejo toda sorte do mundo a você e seu livro, bem como afirmo aqui que não tenho nada contra você. O caso foi a obra em si. Só pela sinopse, a coisa não me atraiu mesmo.

            Espero que você tenha tempo para responder a todos os que simplesmente não partilham da sua e/ou da opinião dos editores. Você pode escrever bem, só que o tema e o enredo não me trouxeram nenhuma novidade, o algo a mais.

            Esse argumento de “tem que experimentar para saber se é bom” é meio furado, concorda? Você já experimentou crack? Já experimentou dirigir embriagado?

            Acredito que não. E, mesmo assim, sabe que não são coisas boas. E por que? Por que você leu em algum lugar que não são bons hábitos.

            Da mesma forma, não se magoe ou se ofenda se alguém disse que seu livro não agradou. Faz parte do crescimento em qualquer meio profissional.

            Espero suas próximas obras pois, de repente, você virá com uma idéia que me tornará um de seus leitores assíduos.

            O lance aqui não é preconceito com autor nacional (antes que alguém venha me acusar de coisa assim). Longe disso. Meu caso foi justamente com o enredo desse livro.

            Torno a repetir: acompanho o trabalho da Draco faz tempo e sempre curti suas publicações. A sua é que não desceu legal.

            Um grande abraço!

          • Rafael Lima disse:

            Oi Charles!

            Não me senti ofendido, longe disso. Mas, novamente, seu argumento não fez sentido. Se o “Os Reis do Rio” já tivesse saído e você tivesse lido ou ouvido alguém dizendo que não o recomenda, sua comparação com o crack ou dirigir bêbado seria válida. Mas ele nem saiu ainda. Exatamente por isso pedi o voto de confiança.

            Mas entendi seu ponto: você não foi com a cara da sinopse e, por isso, não pretende comprar o livro. Isso, como falei, é totalmente compreensível. É uma coisa que todos fazemos o tempo todo.

            Abraço!

          • Charles Oliveira disse:

            Até que enfim você entendeu meu ponto.

            Se a sinopse já me desagradou, imagine o que eu sentiria caso o lesse. Você tem razão quanto a eu não comprar seu livro ou muitos outros: de fato não leria algo de que não gostei (mesmo que nesse caso seja a sinopse) nem de graça.

            Isso se estende a filmes também. Tem coisas que o pessoal adora, e eu simplesmente não curto. Gosto é gosto.

            Percebi uma coisa aqui: em momento algum você se preocupou em saber ou descobrir por que não gostei ou detestei tanto seu enredo.

            Preferiu argumentar com o ponto: “o livro ainda não saiu…”; Por que você não se interessou em saber o que me afugentou da sua obra?

            Isso seria uma discussão interessante.

            Não vi você falar de “e o que, como leitor, você acha que eu poderia fazer para melhorar?”

            Lembre-se, o fato de uma obra ter sido aprovada por um editor não a torna um best-seller.

            Exponha seus argumentos. Gostaria de discutir sobre seu livro e saber se seu universo é tão interessante quanto você tão apaixonadamente diz.

            Um grande abraço!

  3. Alliah disse:

    Final Fantasy VIII FTW! o/

  4. Erick Santos disse:

    O melhor Final Fantasy é o 6!

    • Rafael Lima disse:

      Rsrsrsrsrs… Acho que a maioria acha que é o VII mesmo. Durante a divulgação do “Aura” rolou várias discussões a respeito disso, quando eu falava das minhas referências e tal…

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