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O PROJETO SPACE OPERA

O significado do termo “space opera” já foi comentado neste blog em postagens anteriores. Porém, para aqueles que não se recordam, ou que ainda desconhecem, vale explicar que este subgênero da Ficção Científica destaca-se pelas aventuras espaciais e planetárias, utilizando-se muitas vezes de cenários exóticos e personagens heroicos, em histórias repletas de drama, ação e conflitos pessoais.  A expressão foi criada nos anos 1940 nos EUA em analogia às melodramáticas radionovelas da época, então chamadas de “soap operas” (óperas de sabão) devido serem patrocinadas por marcas de sabão em pó. Para nós brasileiros, “space opera” pode ser melhor traduzida como “novela espacial” do que como “ópera espacial”, como muitas vezes é feito.

E falando em aventuras, quem nunca imaginou viajar em uma nave estelar e explorar novos mundos? Ou lutar contra um temido Império Galáctico? Ou destruir implacáveis robôs que tentam exterminar a humanidade? Ou ainda travar uma luta mortal contra um arqui-inimigo usando armas do futuro? E ainda salvar o planeta, ou a galáxia, ou até todo o universo?

Por ocasião do lançamento da primeira antologia brasileira de ficção científica espacial – Space Opera: Odisseias Fantásticas Além da Fronteira Final – em junho de 2011, muito se falou sobre o mais famoso subgênero da Ficção Científica.

Até o lançamento deste livro – que hoje chamamos de “Space Opera I” – parece que esse subgênero havia sido esquecido, renegado pelos fãs de Ficção Científica em favor de outros subgêneros, tais como o steampunk, por exemplo. E com o “boom” de coletâneas lançadas pelas editoras de literatura de gênero no Brasil, trazendo os mais variados temas, questionei-me: “onde estão as boas e velhas aventuras de space opera?”

Alguns de vocês vão dizer que no Brasil não temos tradição científica e tecnológica (que dirá espacial), e que somos um país rural e atrasado, e que nosso sistema educacional e cultural não propiciam a admiração desse tipo de literatura. Vão dizer ainda que enquanto russos e americanos (e agora chineses, e até indianos!) pensam em chegar às estrelas, nós ainda nos preocupamos com agricultura e pecuária, aqui mesmo em terra firme. E, além disso, vão mencionar o preconceito reinante que leva a crer que space opera é coisa para meninos, e que as meninas (já rotuladas por não gostarem de ficção científica), detestam histórias de heróis e vilões em suas naves espaciais, em meio a conflitos políticos, batalhas espaciais, alienígenas, robôs, espionagens, armas e tecnologias do futuro.

Larissa Caruso e Hugo Vera (organizadores)

Tínhamos, portanto que colocar isso a prova, pois eu não acreditava que uma temática que também é sucesso no cinema e na TV não tinha mais espaço na literatura de gênero no Brasil.

Foi assim que apresentei à escritora Larissa Caruso o que eu chamava de “Projeto Space Opera”, durante uma gostosa conversa sobre o tema. Começamos bem, afinal, além de a Larissa ser uma ótima amiga e uma pessoa divertida, ela veio a se tornar minha companheira literária de aventuras intergalácticas.

Com a parceria firmada, iniciamos nossa aventura pelos rumos da space opera clássica. E agora, o destemido herói e a adorável e valente mocinha, unidos para salvar o universo, tinham que inevitavelmente enfrentar um poderoso vilão (o editor), líder máximo de um temido império galáctico (a editora) e que domina opressivamente os cidadãos da galáxia (os leitores).

Na edição de 2010 do Fantasticon – Simpósio de Literatura Fantástica – em São Paulo, Larissa e eu tivemos a oportunidade de encontrar o editor Erick Santos Cardoso, da jovem Editora Draco (Ei! Este é o blog dela, não?), e que se mostrou bastante receptivo à nossa proposta de publicar uma antologia com aventuras espaciais, em uma época onde só se falava em steampunk e vampiros. E assim, partimos em nossa odisseia fantástica.

Ao organizarmos o primeiro livro, Larissa e eu optamos por não abrir submissões públicas de textos. Em primeiro lugar, não tínhamos tempo para avaliar as dezenas de contos que poderiam surgir (nossas atividades profissionais e pessoais impediriam isso), e segundo, pelo fato de que gostaríamos de ter conosco escritores interessantes que tivessem uma real afinidade com o projeto que estávamos desenvolvendo. Assim, convidamos alguns autores que julgamos que pudessem contribuir com a antologia. A fórmula deu certo, e nós a mantivemos na proposta da segunda antologia (que falaremos mais abaixo).

O curioso é que muitos nos perguntaram se haveria possibilidade de abrir submissão pública caso houvesse uma continuação do projeto, isso antes de anunciarmos a vinda de um segundo volume. Houve aqueles que até se ofereceram para participar “do possível segundo livro”. Isso nos deu a certeza de que o trabalho realizado foi muito bem visto e admirado, e nos estimulou a continuar. Porém, mal terminamos a organização do Volume DOIS e já há quem volte com os mesmos questionamentos a respeito de submissões públicas para um hipotético terceiro livro. Quem sabe? Mas a princípio, seguimos com o formato que foi bem sucedido, e o projeto se mantém contido nos Volumes UM e DOIS.

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A SPACE OPERA II

Depois da experiência com a primeira antologia, desde a organização dos textos à publicação propriamente dita, seguimos com a divulgação massiva da obra. Dentre outras ações, participamos de diversos eventos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Paranapiacaba e Macaé, com planos de ainda de visitarmos (ou direi “invadirmos”?) outras cidades do Brasil. Durante nossa odisseia, fomos contatados por leitores (virtualmente e pessoalmente) que elogiaram a iniciativa, dando apoio e nos proporcionando a visibilidade que buscávamos. Enfim, provamos que a space opera ainda estava viva, e a ótima repercussão foi o passaporte que precisávamos para partirmos rumo a uma nova etapa do projeto.

Assim nasceu a proposta do segundo volume – Space Opera: Jornadas Inimagináveis em uma Galáxia Não Muito Distante – que será publicado pela Editora Draco e já está em pré-venda aqui.

O segundo volume

A “Space Opera II” traz novamente um time de escritores nacionais. São eles: Carlos Orsi, Fábio Fernandes, Lidia Zuin, Marcelo Augusto Galvão, Octavio Aragão, Roberto de Sousa Causo e Tibor Moricz, que junto aos organizadores Hugo Vera e Larissa Caruso embarcaram nessa nova jornada. O prefácio desta vez está a cargo do mestre Gerson Lodi-Ribeiro.

Enquanto no primeiro livro apresentamos uma seleção de sete noveletas e dois contos, neste segundo volume trazemos sete noveletas e duas novelas. Em vista disso, o segundo livro será mais encorpado que o anterior. Enquanto no primeiro atingimos a marca de 272 páginas, a “Space Opera II” avança além das 360 páginas!

Os textos, em formato de noveletas e novelas (ao invés de contos), trazem mais aventura e mais diversão para os fãs e leitores deste delicioso subgênero, indo de acordo com a percepção de que os leitores de literatura fantástica pedem narrativas mais longas, que permitam um melhor desenvolvimento das tramas e que propiciem uma exploração maior dos personagens.

Sendo assim, acomodem-se em seus assentos e prendam seus cintos de segurança. Preparem-se! A nave Space Opera partirá para uma nova jornada!

SINOPSES DAS HISTÓRIAS

No vácuo você pode ouvir o espaço gritar
(Carlos Orsi)

Explorando uma misteriosa relíquia deixada pelos deuses que povoaram a Via-Láctea bilhões de anos antes de a vida surgir na Terra, os tripulantes da nave Beldurgabe acreditam ter transcendido as paixões e os preconceitos de seus ancestrais humanos – uma convicção que será duramente testada.

Inferno de Dantès
(Marcelo Augusto Galvão)

Guerras são travadas entre dois governos interestelares pela posse de artefatos tecnológicos de uma poderosa civilização alienígena já extinta. Para recuperá-los, homens, mulheres e animais geneticamente alterados se juntam ao Corpo de Fuzileiros Xenocientistas. Dantès Mercuria era um soldado exemplar, até o dia em que se viu condenado a passar o resto da vida na prisão por um crime que não cometeu. Mas a chance de voltar à ativa surge ao ser convocado para uma missão, onde ele lidará com os perigos de um mundo inóspito e a desconfiança de seus antigos colegas, enquanto tenta salvar a galáxia.

Jowjow, Jungermaid e a Deusa de Luz 
(Tibor Moricz)

Um mercenário caçador de recompensas e uma linda guerreira Towaneh partem em resgate da lendária Deusa de Luz, junto a um cavalo cujas capacidades ultrapassam expectativas, em uma aventura de tirar o fôlego em meio a um planeta cheio de perigos.

Viva Muito, Morra Jovem
(Lidia Zuin)

Matka e Tsar, mãe e filha exiladas do planeta Kapuyt, encontraram em Kremíkkov um novo lar para recomeçar suas vidas, após terem sobrevivido a um ataque contra seu mundo natal. Ardilosa, Matka se envolve com um grupo de mafiosos nativos, proprietários de casas noturnas e bares na periferia da capital. Rejeitada pela mãe, Tsar acaba se unindo a Nikki, uma jovem kremíkkoviana que levará sua nova amiga à grandes aventuras na noite da baixa Kale-Hisa. (Uma noveleta spacepunk, inspirada no universo ficcional de “As Filhas de Cassiopeia”, de Hugo Vera)

Tudo por Causa Dela
(Larissa Caruso)

A vida de Alvhert mudou desde a chegada de Dana. O covarde recluso tornou-se um perigoso procurado que vive da venda de tecnologias proibidas e serviços ilícitos. Mas isto foi só uma consequência infeliz na vida de um ex-desconhecido. As notícias sobre a misteriosa mulher capaz criar caos por onde passa logo se espalharam pela galáxia. Agora, todos querem Dana. Para manter sua amada em segurança, Alvhert está disposto a fazer qualquer coisa. Tudo por causa dela…

Obliterati
(Fábio Fernandes)

A guerra contra os misteriosos Obliterati, cuja evidente vantagem tecnológica empreende ataques impiedosos contra a humanidade, leva os sobreviventes da espécie humana a se ocultarem nos chamados “Refúgios”, espalhados pelo Braço de Órion, na vã tentativa de sobreviverem e se recuperarem. Em meio aos seus conflitos sociais e culturais, humanos e pós-humanos buscam um modo eficiente de contra-atacar, na esperança de colocar um fim ao terror imposto na galáxia.

A Alma de um Mundo
(Roberto de Sousa Causo)

Jonas Peregrino está cansado da guerra, mas é trazido ao centro de uma zona de conflito pelos alienígenas do Povo de Riv, em missão suicida de resgate de um grupo de refugiados alienígenas das garras de uma organização paramilitar humana composta exclusivamente de ciborgues. Para salvar-se e aos outros, Peregrino terá de encarar o que jaz no núcleo de um planeta gigante em formação.

As Filhas de Cassiopeia: A Ofensiva Draconiana
(Hugo Vera)

Em meio a uma disputa territorial, Vlasdávia é cedido pela Liga Interestelar ao Império Draconiano após a assinatura do Tratado de Tau Ceti. Obrigados a se retirarem do planeta, os colonos humanos se recusam a abandoná-lo. O prazo está se esgotando e a ofensiva draconiana deve ser evitada. Para isso, Anilleya, uma das sete sacerdotisas do lendário Templo de Cassiopeia, é enviada àquele mundo com a missão de convencer seus habitantes a cumprir os termos do Tratado, na tentativa de evitar uma guerra entre as duas maiores potências da galáxia. Paralelo a isso, o agente Burk Marconi, durante uma minuciosa investigação, entra em contato com Myrvina, uma jovem órfã que traz consigo um segredo milenar que poderá ser fatal à paz galáctica.

Rainha das Estrelas: Dias de Sangue na Área Vermelha
(Octávio Aragão)

Daqui a dois mil anos a Terra estará extinta, mas não a humanidade. Países lançaram-se ao espaço e colonizaram planetas, transformando-os em herdeiros de suas culturas nacionais e regionais. Em Veracroce, o clã dos Delenda governa Ryoh, um dos países mais ricos, desde que podem recordar. Mas a casa real está prestes a sofrer um ataque. A revolução se aproxima, criando laços inesperados entre militares, contrabandistas e a seita das Monjas Rubras, herdeiras de um terror ancestral. Reunidos pela necessidade, a tripulação do cargueiro pirata Rainha das Estrelas tenta sobreviver, enquanto o mundo que conhecem entra em colapso. (Novela baseada em personagens e situações do universo ficcional criado por Osmarco Valladão)

0 Comments

  1. […] o prefácio de Gerson Lodi-Ribeiro, esta antologia resgata mais uma vez o popular space opera, subgênero da ficção científica conhecida pelas aventuras espaciais, tramas épicas e […]

  2. […] Conheça os autores, o projeto e saiba mais sobre a nova antologia espacial da Editora Draco: "Space… […]

  3. Roberto Causo disse:

    Divulguei a novidade no meu site, com um link que remete para esta página: http://robertocauso.com.br/lancamentos/revelada-a-capa-da-antologia-space-opera-2
    Boa sorte à iniciativa!

  4. Rodrigo A. Rodrigues disse:

    Mais um pouquinho?
    Maravilha rs…

    No aguardo ^^

  5. Marcelo Jacinto Ribeiro disse:

    Como tripulante da primeira Space Opera recebo entusiasmado esse novo livro e dou as boas vindas aos novos colegas, tenho certeza que será um grande sucesso, parabéns e que venha muito mais ficção científica made in Brasil !

  6. Rodrigo A. Rodrigues disse:

    Agora com 360 paginas?

    Meu estou aguardando ansiosamente.

    ^^

  7. Gabriel disse:

    li o primeiro e gostei muito! aguardando ansiosamente o segundo

  8. Luis Marcio disse:

    Desejo sucesso a todos, que seja um mergulho lúdico para todos essa grande viagem pelo mundo da leitura “interplanetária”.
    Abraços especiais ao amigo e companheiro Hugo Vera! Sucesso!

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