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[Top 5] Metrópole: Caos, Melissa de Sá

Metrópole: Caos é o segundo e último volume da série Metrópole, uma distopia pós-apocalíptica em que a humanidade, após uma grande catástrofe, é dividida entre aqueles dignos de viverem em segurança entre os muros da cidade e aqueles deixados à própria sorte no deserto. A protagonista é Andrella, uma jovem, que, após o sumiço inesperado de seu tutor, mergulha fundo nas tramas de segredos horríveis de Metrópole e descobre a verdade não apenas sobre a cidade, mas sobre ela mesma.

Nossa autora, Melissa de Sá,  falou das suas influências, inspirações e referências para escrever essa distopia. Veja que interessante!

1 – O Conto da Aia, de Margaret Atwood

Li O Conto da Aia para uma disciplina de literatura canadense ainda na faculdade, em 2010. Foi um livro que mudou minha vida: foi quando decidi que iria pesquisar distopias academicamente, o que estou fazendo desde então. O que mais me chamou a atenção foi como a história de Offred era contada: o próprio ato de contar como uma resistência ao sistema. Não acho que a trama de um livro tenha necessariamente a ver com Caos, mas a escrita da Margaret Atwood é uma influência em tudo que escrevo.

2 – Trilha Sonora de Rogue One

Caos foi escrito ao som dessa trilha sonora. Foram capítulos e mais capítulos cujo fundo ainda me remetem a “Jyn Erso and Hope Suite” ou “The Master Stwitch”. Amo trilhas sonoras de filmes, principalmente as do Michael Giacchino, mas acho que essa fala especialmente com a trama do livro: pessoas comuns tentando desesperadamente fazer o que é certo, mesmo que o preço a pagar seja alto demais.

3 – Mad Max: Estrada da Fúria

 

Quando assisti o filme com um amigo no cinema, a primeira coisa que ele me disse depois foi: “Caramba, você poderia ter escrito esse filme!”. E reconheço as semelhanças: uma história que se passa no deserto, cheia de personagens femininas, uma delas que atira em todo mudo e dirige extremamente bem. Se eu não tivesse escrito Metrópole: Despertar antes, ia até ficar desconfortável. A trilha sonora me ajudou a escrever as cenas da Midra da segunda metade de Caos e o filme certamente me fez repensar como fazer cenas de ação no meio do deserto.

4 – Paisagem do Atacama, no Chile

 

Em 2017 fiz a viagem mais incrível da minha vida: conheci o deserto de Atacama. Várias cenas de Caos foram escritas por lá nas noites frias no hotel depois de ter passado o dia inteiro visitando salares, lagunas e penhascos de pedra alaranjada. O clima seco e inóspito inspirou diretamente várias cenas. E no Atacama estão as paisagens mais incríveis da Terra. Apenas.

5 – Ensaio “A distopia importa”, de Raffaella Baccolini

É um texto acadêmico, que usei na dissertação e ainda uso no doutorado, mas que me fez pensar muito sobre minha escrita criativa. Nele, a autora fala sobre como as distopias funcionam em ondas ao longo do tempo, refletindo as ansiedades de cada época. Enquanto escrevia Caos eu pensava muito em como a polarização de ideias nos deixam alienados dos verdadeiros problemas; de como as pessoas acreditam em qualquer coisa quando estão desesperadas; em como mitos são criados. Reflexões, claro, de uma pessoa que viveu 2016. Então mesmo que Caos aconteça no futuro, é um livro sobre o presente.

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